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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

tabuleta saudade

zzzz quem dera... os dias correm bem, certificam as noites em farrapos de memória, quer dizer, são dias com dia dentro, luz, vai daqui suor, correrias insanas, a propósito de cenas supostamente importantes, são dias corredor, a gente entra, está lá, mas não sabe bem como sair, quem dera outras noites, melhores dias, recibos de certificação intransigentemente humana, coisas com uma cabana lá dentro, velas, uma outra versão de humanidade (deixem passar) com caixa de correio de metal ferrugento. Fazemos falta nós, fazem-nos faltam aqueles de quem gostamos, tudo passa, não passa nada. É a vida, dizem-nos. Que se fodam...

sexta-feira, 11 de março de 2016

Uma sombra olhava a outra

hoje dormi umas nove horas, quase prego a fundo, quando acordei fiquei na penumbra a sentir os membros dormentes, adormecidos, estava ali diante de mim como uma pedra diante de outra pedra, claramente uma era mais dura, ainda assim talhada numa forma indefinida, embora eu conseguisse perceber que o escultor se estava a marimbar para o efeito. Nada disto se entrevia facilmente, porque filtrado por uma luz minúscula, que se resumia a um esplendor indecente rosnado por debaixo da porta, parecia mesmo rosnado, um feixe de luz miserável que se divertia em diatribes no quarto. Além. Também fazia escuro dentro de mim, mas esse escuro dentro de mim parecia estrangeiro, tisnado pela luz, formando uma camisola de equipa adversária, as listas não eram horizontais, nem verticais, mas eram certamente listas, juro, a cada momento uma tenaz poderia assomar com a sua voz a indicar o caminho dos cereais, do duche, cereais?, pensei, enquanto bebia água (isto às escuras) de uma garrafa localizada estrategicamente na mesa de cabeceira. Foi então que gritei. A voz devolveu-me uma certa calma e a janela finalmente abriu-se: estava sol. Isto não quer dizer nada, pensei...

quinta-feira, 10 de março de 2016

isto vai

hoje até dormi quase sete horas, acordei a pensar na cena, já ontem dormi seis e acordei a pensar em cenas, levitei nessas cenas durante quase um hora e voltei a adormecer, voltei a acordar, as cenas habitavam um espaço muito confuso com árvores e castelos medievais, uma cidade ali para os lados da Guarda, uma posta de pescada cozida (tenho saudades de pescada fresca cozida), dois contos intermináveis, uma posta a publicar, aquilo era um lugar muito estranho, pouco recomendável. Levantei-me ainda com a cenas que carreguei todo o santo dia, isto ontem, hoje vai pelo mesmo caminho, as cenas bifurcam-se, encolhem, insinuam-se como a Cristina Ferreira em revistas estrangeiras aos gritos, porque gritas?, perguntam-lhe, ela não sabe responder coitadinha, levantei-me, isto hoje, decidido a meter as cenas na ordem, mas estava, estou, dobrado, lavei os dentes antes de tomar o pequeno almoço deixei arrefecer o chá, duchei no meio disto tudo, acho. Isto vai...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

dia não sei quantos diz que é quinta: voltando à vaca fria

...a questão das noites resolve-se dormindo, ou tentando dormir, cavalgando sonhos e caindo do cavalo, fundamentalmente caindo do cavalo, ora transportado para o centro hospitalar dos sonhos, ora despejado no centro de cuidados intensivos dos pesadelos. Sei disso tudo. O planeamento das noites faz-se naqueles interstícios psicossomáticos do dia, uma espécie de nichos incrustados nos muros das cangostas antigas (não são fáceis de encontrar, é preciso não procurar), só aí as tabuletas das actividades noturnas poderão ser contornadas, reescritas em formas de vontade(s). Sei disso tudo. A lista é longa, desvarios, leituras, merdas para pensar antes de dormir, mesmo isso de dormir, a cama está quente está fria (bom, não tão fria como em Fortitude), ler não ler, estudar, não estudar, despejar todo o corpo no descanso como se isso fosse possível. Sei disso tudo. Mas o melhor mesmo é não começar os contos da música para aguardente do Bukoswski pelo menos delicado do que o gafanhoto, por acaso logo o primeiro, dá vontade de não continuar. Depois explico, como?, através de uma análise inovadora ao conto declínio e queda,um conto em que se pode ler escrito a lápis por baixo do título: de puta madre. Também é um conto cujo título coincide com o de uma obra genial do Evelyn Waugh, mas isso Bukoswski não sabia, ou fez de conta que...

terça-feira, 9 de junho de 2015

dia não sei quantos à terça (noite): és capaz

pesam os braços, o corpo todo em coro a etiquetar o suadouro, vai não vai, lavar os dentes que se faz tarde, arranjar um planeamento para o nada ali junto ao baismo, perdão, ao abismo, não cair, recordar a ponte aérea passadiço de corridas, já está, ver do cinzeiro a alma lá toda, respirar, arrumar a canto a projeção do dia seguinte, mais daqui a bocado, fumar um cigarro sentir as veias em flor, ler aqulea, perdão aqulea, perdão, aquela cena, agendar uma nova travessia  junto à sombra do esquecimento, lindo, nem sisso, perdão, nem isso...és cpaz, perdão, és capaz...zzzzzzzzzzzzz

domingo, 23 de março de 2014

dia não sei quantos diga lá outra vez domingo: e a rádio Cão, meu?

Antes do ZZzzzzzzz deu-me para ver num canal qualquer a cena nova do Cosmos apresentada por um gajo que não se parece em nada com o Sagan, fazia tempo para acabar com a cerveja e a tarte de maçã, adiando o mais possível o domingo, adiando ainda o mais possível (deixem passar) a segunda-feira das novas dores, quer dizer, deu-me para ficar ali a ver o Cosmos, depois de ter embrutecido o suficiente com os filhos do roque, que já são granditos, coitados, e já têm filhos, portanto, vamos praí nos netos do roque, estava eu assim quando me ocorreu que afinal viemos do macaco enfarpelados de padre. Fui a pensar nisso para o ZZZZzzzz e tudo. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

dia não sei quantos 299: meandros


A insistência acaba por chegar em forma de bola no poste. Não reclamamos, após uma insónia de ansiedade duvidosa, tacticamente a noite derivou para a vantagem ofensiva dos sonhos, estava lá o inspector, havia acabado de almoçar, o inspector vestia de gente normal, de repente uns traços familiares irromperam na face do inspector, não hesitei e retirei logo parte da consciência da proposta de alargamento que se avizinhava. De manhã, em sentido inverso, deu-me para ler umas revistas retardadas, eheheh, deu-me para a anacronia de dois dias, ou três, uma altíssima competição que faço comigo mesmo, o próprio (deixem passar). Fui-me ao biscate técnico, duchei, encaro os desafios com mais uma carta de recomendação optimizada, ou foi ontem?, vitae, menina não quer que envie o vitae?, pode enviar se quiser, sabe que isto é uma coisa muito específica, a aposta é sobretudo na área do pagamento por contra de outrem, que não nós, próprios (deixe passar, acrescentou), eu já volto, olhe pode enviar, a morada é tal, a gente depois liga. É um conforto sabê-lo.    

segunda-feira, 22 de abril de 2013

dia não sei quantos 291: a capela do milhafre


Não tarda, cá me cheira a hematomas. Não fui correr, não me levantei cedo, não tenho a certeza de estar aqui a escrever não tarda, cá me cheira a hematomas; não li a ponta de um corno, bebi um chá preto (muito quentinho), mijei as cervejas, não necessariamente por esta ordem,comi uma cena torrada com manteiga a sério e agora vou arrumar o carrinho das flagelações a outrem para o que der e vier, sendo que, efectivamente, gosto de aparências. A tiracolo, uma porrada de ideias, um biscate técnico e uma camisola de manga curta azul deslavado às riscas fininhas, foda-se, o Hrabal é que tinha camisolas fixes.

domingo, 21 de abril de 2013

dia não sei quantos 290: cocktail de emoções


Cevado com uma magnífica carne de porco à alentejana, acompanhado de um vinho com borbulhas, o desvario continuou, diz que, com cerveja e uma cena branca de monte alegre, mais uma cena que parecia, diz, músicaizzzZZZZzzzznáuseazzzzznáuseafodida. Entretanto, acho que vou ligar ao Raposo, ao Henrique, o Rique visitou no verão de 2006 os corredores do poder de Washington D.C., o Rique falou com agentes do FBI, magalas do pentágono com estrelas, diplomatas do departamento de estado, políticos do congresso, assessoras, não assessores, assessoras de cenas, advogados, ninfomaníacas, coronéis da marinha, tinebres da floresta de azevinho, o Rique sabe das merdas, deve saber como é que um gajo consegue instalar a sua antena cerebral direccionada para merdas importantes quando está de ressaca, o Rique deve saber destas merdas, digo, embora um tipo se marimbe para os pés bem assentes na terra. Vou direccionar-me para a cena de logo. 

domingo, 7 de abril de 2013

dia não sei quantos 276: ehehzzZzzeheh


Água, malte de cevada, cereais não maltados, xarope de glucose, lúpulo e antioxidante é a sua composição, Super Bock é a bebida que aquece o coração (embora se lhe tenham juntado outras à má fila) zzzZZZzzzzznáuseazinhazzzz

[com direito a um espectáculo (?), ou isso]

terça-feira, 2 de abril de 2013

dia não sei quantos 271: longe dos jogos civilizados*


O que terá precipitado a cena da noite não pertence ao rol de preceitos do manual básico de intelecção normativa em vigor, posto que deixaremos a situação em lume brando para, com serenidade, analisarmos os seus arredores que encimam vetustamente todo o lixo que norteia a canastra desportiva nacional [??] [risinhos]. Entretanto, já esta manhã, dei boleia a três pensamentos desgarrados, encaixei um chá verde com torradas, não fui correr mas aceitei carregar de bom grado uns sacos com mercearia, descarrilei os pensamentos a quem tinha dado boleia e substitui-os por duas correias de accionamento de actividade motora com o intuito de, anacronicamente, de forma mecânica, encetar uma listagem de merdas que tenho mesmo que fazer. Está ali a esferográfica, mas não consigo deixar de olhar para os tristes trópicos, para uma história de Buonaparte e para uma capa verdinha cujo título termina em…es…pectáculo. 

[*Cesariny?, ou isso]

domingo, 31 de março de 2013

dia não sei quantos 269: afinal que horas zzsão?

...cerveja(...)zzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZtriimmZZ...náuseazzzzpatoassadoz...entretanto fui ali ver se chove. Continua. Era só para saber. Com o olhar amortecido pela chuva, chego à conclusão que o livre arbítrio recolhe às boxes quando devidamente encharcado.

segunda-feira, 25 de março de 2013

dia não sei quantos 263 e tal: cá me cheira a hematomas


A situação adquire contornos sintomáticos do denominado sentido na prateleira. Não explico, mas concordo com a facilidade como neste ocasional país se demonstra a velha máxima do espeto no cu do ferreiro cujo material é de pau. Ora, o ferreiro habituou-se à fartazana de paus nas redondezas enquanto não se imiscuía na sua formação técnica que remonta às primevas fogueiras (que aliás, aconteceram por obra do caso mais o ser humano por perto) calhadas muitos anos antes desse ferreiro saber sequer em que rua ficava o letreiro do Capone que indicava a rua do Canadá. Estas merdas não são simples, outros mais coniventes com a inteligência e o estudo falharam na demanda do graal cá do burgo, sem contar que o burgo é um verdadeiro autoclismo de cismáticos a espirrar cenas para o quintal do vizinho, que também é do burgo, na verdade a vista nunca alcançou [pouco] mais que o muro ao lado da tenda do tipo que não sabe onde fica a tabuleta do Capone. Foda-se.   

domingo, 24 de março de 2013

dia não sei quantos 262: [lalalala...]


Não está fácil. Entretanto, tive mesmo que subornar alguns pensamentos. Durante a noite alguma emoção assombrou estes dias de pasmo catalisador de nevralgias [risinhos]. Não fiz por menos, deitei-me e dormi mal como o caralho, os sonhos apresentavam-se num palco onde a consciência porventura dá cartas, continuei a não fazer por menos e acordei várias vezes apenas para me lembrar dos sonhos apresentados num palco onde a consciência dá cartas. Até ver, doamos a conta ao recado [risos] .

sábado, 23 de março de 2013

dia não sei quantos 261: instinto familiar


Não recomendo calma. Entretanto fui ali ver se tinha ainda as tais cenas no armário, nem sempre o que está dentro do armário está escondido. Salvo isso ainda não fiz a ponta de um corno, todavia, em sinal de desagravo proponho um brind…e…
Esta posta começava, lamentavelmente, da forma que acabamos de ler. Teremos que proceder a uma clarificação em abono da salubridade augusta do Cão. Pela verdade, começa assim: ZZZzzzzznáuseazzzzzzzinesperadamente menos náusea que o esperado (deixem passar), os sonhos perfeitamente coligidos e manietados matinalmente embora tardiamente. Um olhar garrido empresta uma colagem estranha ao espelho. Sem brinde, retomaremos as hostilidades dentro de momentos. Mas baixinho.   

[...]



[não sei se sabem mas a menina moça anda aqui perto] 

domingo, 17 de março de 2013

dia não sei quantos 255: gatinhando devagarzz

zzzZzzzo jantar estava divino e Baco lá apareceu a dar um ar da sua graça e nunca mais arredou o pé, já com Dionísio a tiracolo fomos todos encher o depósito numa medida com precedentes totalmente previsível, adiamos o resgate dos corpos para mais tarde e continuamos a refutar qualquer veleidade de sanidade mental como já não se via...zzzZZZZZnáuseazzzai carambazz.

domingo, 3 de março de 2013

dia não sei quantos 241: parangonas


Ricky van Wolfswinkel marca dois golos, mostra o cu ao árbitro e no final disserta sobre Ludwig Joseph Johann Wittgenstein – principalmente sobre a sua fase na cabana em Skjolden, na Noruega, onde parece que assomaram à luz as ondas do pensamento que estavam não se sabe bem onde.
(Em actualização)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

dia não sei quantos 234: vontade e representação


Após a voluptuosidade da luxuria desaguei junto a uns crustáceos manhosos e mandei-me para um frango de churrasco com um toque africano de midas, sem exageros, sem molhangas de escondimento, sem segundos sentidos, regados a cerveja e a um tinto maduro a dar para o carrasco cool. Não tardou, estava a emborcar um whisky enquanto o diabo esfregava um olho, seguindo-se uma dissertação rubicunda sobre a filosofia de Shopenhauer e sua influência sobre algum anarquismo, acabando na hermenêutica das letras de António Variações e num estigma que percorre o espírito de alguns seres humanos não permitindo que estes alguma vez se sintam bem, estejam onde estiverem, ou o caralho. Insistimos depois no rock à força da locomotiva cerveja, mas já estava tudo minado, o pousio das últimas semanas veio ao de cima, ruminou, e deu ainda para ver uma cena qualquer na televisão com uma infusão de camomila. É isto: Cão, desempregado e a ficar velho...tumtumlalalanow.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

dia não sei quantos 222: zzzZZZZZzpensorápido

ZzcervejazzzzzzZZZzzzzzzzzuizzzzzzzzzaiZZZZZnáuseazzz
[volto entretanto, tenho coisas a fazer relacionadas com um veículo motorizado, mas o que é certo é que me sinto a progredir no sentido contrário de qualquer coisa - neste caso as dores dão-nos uma leitura aproximada da pancada]

sábado, 9 de fevereiro de 2013

dia não sei quantos 219: comissão de entretenimentozz

(...)zzzzzzzZZzzzzzzZZZZZzzzznáuseazzzzzzzzzzzz

[noite: recordar o tigre adormecido; cerveja; whisky; passagem na casa ginginha; uma cena a que chamavam de música vinha das entranhas de um reservatório industrial desactivado em forma de intestino grosso; estava mais gente que numa avenida frequentada de Pequim e estava calor?...]