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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
zzrataztata-ta
zzzzZZZZZZZzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzze dpois tatatatatáta ratata rata ra tatatata ta e às vezes huuuuu huuuu [batidas no peito] yupiii iiiiii zzz zzzzzzzzzz poesiaaaaaaaaaaaa onde, onde? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz tatatá ratata ta ta ou mesmo my rat ta-ta...
sábado, 16 de janeiro de 2016
oub'lá querido diário: quero é que tu te bás foder!
Posto isto, vamos lá merdar um pouco ao jeito de sábado: zzzzzZZZZZ
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz e logo a seguir tratatara tatara tatatatatatatataratatatatatatatatata
pensamentos tatatatatata decisões tatatatatatatata o ano novo começa no
aniversário (?) tatatatatatata raaaa tata e coiso tatatata chá preto, batoque,
torrada tatatataataratata huuuuuuuuuuuuuuuu tatata e ainda já foste tatatatataataratatatata quero é que bás
sábado, 16 de novembro de 2013
dia não sei quantos diga lá outra vez: preâmbulo à loucura ténue
Nem sempre. Entretanto, as vozes continuam a dar de si,
baixinho. Outras (vozes ou isso) desmancham-se em murmúrios cujo raio de acção
não ultrapassa o microespaço de um corpo. Sim, falo sozinho. Leio sozinho. Hesse fala-nos dos engenhosos jogos da fantasia, a vibrante música da linguagem, leio então em voz alta vibrante música da linguagem, não sei se
conseguem ouvir?, mas sempre podem lê-lo em voz alta, reconhecer na [vossa] voz
os engenhosos jogos da fantasia, a vibrante
música da linguagem. Depois, algures, fico a saber através de Baudrillard que
a miséria dos outros e as catástrofes
humanitárias tornaram-se no último espaço de aventura, essa aventura que
nos traga num vórtice silencioso, vou então para longe (sem sair daqui), para
bem longe, aquele longe a que talvez se referia Xavier de Maistre no seu Voyage autour de ma chambre. O
Vilamatinhas parece concordar. Olha, Voyage Voyage,
domingo, 22 de setembro de 2013
dia não sei quantos doze mais vinte e dois [da nova era]: cortar a etiqueta
Também ao domingo (hoje é dormindo, perdão domingo, não?)
as nossas as…pirações – caralho, já me esqueci do que ia dizer – ou isso. Bom,
também ao domingo (hoje é dormindo, perdão domingo, não?) as coisas se afiguram
nada fáceis, ou menos boas, ou como aquela cena dos políticos futeboleiros: não
são mentiras, são inverdades. A cena de domingo cuja analogia coabita com esta música que é a única que por aí conhecem dos ditos, criou um imaginário que
poderia figurar no dicionário dos seres imaginários do Borges com a Margarita,
não confundir com a cena do Bulgakov, embora se possa de forma até indelével,
neste contexto, conceber determinadas balbúrdias com a palavra mestre. E eu que pensava, não há pouco
tempo, que o dicionário dos seres imaginários era do mestre, perdão do Borges,
com o Casares, desenlace óbvio das suas tardes de ócio que se prolongavam pelo
noite dentro, noite essa, luminosa, onde habitavam os olhos do mestre, perdão,
de Borges. Ocasionalmente ainda, a limpeza da casota na fase pano de pó
leva-nos a devaneios debitados e teclados na folha branca projectada no ecrã.
Posto isto, tudo fancaria.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
dia não sei quantos praí e tal nove e picos: [risinhos]
Também digo, a coisa vai, não sei se vai, também digo, a
coisa, a tal, coiso, vai, não vai [vaia], dá luta, aaah, olha agora a ver o espaço entre
as fuças e o chão, querias?, não sei se querias, não adianta, ups, estou
caaaaaaaaaaansado, vai dormir, não vou já, deixa-te estar. Depois, ou mesmo
antes, nesse instante que nos passa ao lado, aí, nesse buraquinho, reside o
âmago da questão. Mas passa ao lado. Pelo menos não bate. E estava um sol do
caralho. Em vários pontos. Nos iiiiiiiiiiiiis.
sábado, 22 de junho de 2013
dia não sei quantos 352: utilização de novos ambientes
Nem por isso. Algum ZZ e zz, algum bruum mas pouco, leitura,
biscate técnico à foge que te apanho. Futsal. Passeata. E até que enfim fai un sol de carallo.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
dia não sei quantos 298: pus-me, quase logo, a procurar outro método
Estava eu a pensar em terminar o meu ensaio sobre a ociosidade desbotada e sob o signo de uma sensibilidade
próxima do paralelepípedo, quando remotos vislumbramentos do futuro se
anunciaram com tal estoiro que até a vizinha da ladeira se atormentou no seu
posto de vigia permanente, ao ponto de accionar o controlo manual de controlo (deixem
ir, faz sentido) do que se passa na ladeira e arredores. Posto isto, o futuro é
agora…já, antes que uma gangrena silenciosa se insinue nestas penumbras
acicatadas por restos de sílica (deixem passar, por favor) que reencaminham os
feixes de luz em direcções imprevisíveis como o caralho, basta pensar na praia,
aquela quantidade toda de sílica e restos de conchas e minerais, merda, cocó
dos bichos de aquém e de além mar, é igualzinho aqui, só que com mais sombras.
Entretanto fui correr…yupii…não tarda vou ler umas merdas do Beckett e
já volto.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
dia não sei quantos 295: precisamos normalmente de rumar
Vamos em frente, é olhar em frente, não
podemos ficar no meio da ponte, esta está armadilhada, quem o diz é Ivo Andrić,
gosto do acento agudo no C, deixem passar, a poda lá vai dando resultados
embora com algumas ramificações laterais, crescimento para os lados, nunca
pior, sabemos, como sugeriu Montalbán, que o movimento se demonstra fugindo,
não andando, isto numa perspectiva gerónimiana sempre contaminada pelo lado
cão. Fui ver do jornal e não o vi. Passei remotamente sobre a ladeira, sem
deixar rasto. Ora, onze horas e cinquenta e muitos, doze horas e poucos, vou duchar ou fazer a puta
da cama?
Até jazz.
sábado, 13 de abril de 2013
dia não sei quantos 282: tztzzz fiufiuu
A situação não se apresenta num grau de complexidade por aí além, apesar
da madruguice, acordei ainda o caralho do galo esperneava o seu pesar citadino,
acordei com os pensamentos retardados do ensopado mais alguns a rastejar por
perto, fiquei horas no escuro com vontade de arranjar uma daquelas máquinas que
se prendem ao tecto dos tascos para matar moscas, e as moscas estalam tipo
tzzztzzz, e fazer o mesmo com os pensamentos tztzzztzz e com as novas minhocas
projecto que não trazem pataco, sendo que as minhocas projecto fazem um tsstss
mole e ligeiro tss. Está sol e vou assim, step on, fiufiufiufiuuu.
sábado, 6 de abril de 2013
dia não sei quantos 275: à sorte e à morte*
Não estava muito muito calmo na passeata matinal, o polar a despropósito
encaminhava-me em salto em comprimento para o homicídio em 3º grau, mas como se
tratava de uma inconstitucionalidade fui para a casa comer uma sopinha. Bom,
está sol, não dá para ir ver o Zygmunt Bauman à Madeira , nem deu para ver a
não sei quê Wolf a falar sobre vaginas pós-modernas na Madeira, a Madeira está
a bombar caralho, mas podemos sempre informarmo-nos sobre a coisa no público de
ontem, acho, mas como está sol vou ouvir esta merda e limpar a casota que
logo noite tenho mais que fazer.
[*expressão vernacular nossa que pode medir-se com fai un sol de carallo]
sexta-feira, 29 de março de 2013
dia não sei quantos 267: calma...agora
Não sei mas, mais das vezes é isto…
terça-feira, 26 de março de 2013
dia não sei quantos 264: a aventureira travessia
Um dia qualquer Ivo Andrić escreveu assim sobre um tipo convencido que
chegavam os dias com que sempre havia sonhado: parecia-lhe levar o sol na algibeira. Nada contra. Mas aqui
continua a chover como se não houvesse amanhã. Não fui correr. As cenas do musicol e da chuva começam a timbrar o seu destino a lodo na casota. Não sei se dá para dançar dentro da algibeira. Dá?
sábado, 23 de março de 2013
dia não sei quantos 261: instinto familiar
Não recomendo calma. Entretanto fui
ali ver se tinha ainda as tais cenas no armário, nem sempre o que está dentro
do armário está escondido. Salvo isso ainda não fiz a ponta de um corno,
todavia, em sinal de desagravo proponho um brind…e…
Esta posta começava, lamentavelmente, da forma que acabamos de ler.
Teremos que proceder a uma clarificação em abono da salubridade augusta do Cão.
Pela verdade, começa assim: ZZZzzzzznáuseazzzzzzzinesperadamente menos náusea
que o esperado (deixem passar), os sonhos perfeitamente coligidos e manietados
matinalmente embora tardiamente. Um olhar garrido empresta uma colagem estranha
ao espelho. Sem brinde, retomaremos as hostilidades dentro de momentos. Mas baixinho.
sábado, 16 de março de 2013
dia não sei quantos 254: é capaz de ser é
Estava a pensar nisso mas
depois tive que sair sem saber já o que nisso
contribuía para a minha felicidade, um tipo perde estas e outras à conta de
arrufos e outras cenas que nos deslumbram através de um
raio minúsculo que nos trespassa por segundos, ou nem isso, hoje (ainda) não
senti nenhum raio mas estou a tentar estar junto ao presente irreversível e
continuo nessa trave mestra onde se ouve…deixa cá ver…istoooo
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
dia não sei quantos 236: revelação distópica
Não sei, dei comigo a pensar no dia-a-dia, a pensar que se calhar viver é
receber todos os dias uma recompensa na forma de um castigo mais ou menos fodido…tatatalalatataa…
[entretanto fui correr menos mal]
sábado, 2 de fevereiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
dia não sei quantos 201 e tal: adenda
[ok, vamos deixar a desbunda para mais tarde]
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
dia não sei quantos 167: anfíbios linguísticos
Quem sou eu?, por exemplo, em português perde-se logo aquela guelra que nos deixa respirar nas conversas mais prosaicas, ainda assim, ao balcão da tasca, entre futeboladas e sonhos de iscas de fígado, o caminho, sendo tortuoso, configura alguns prazeres desconhecidos. Lá está, unknown pleasures (apesar da cena de ser um disco incrível dos Joy Division) encerra logo lastro suficiente para marearmos em qualquer conversa poética ou intelectualmente civilizada sem ter que citar o Proust, ou isso, já prazeres desconhecidos, embora poético, pode-nos fazer logo lembrar, a nós e a outrem, a menina prazeres lá da rua, a tal que se enfiava, hipoteticamente, dentro de um saco de batatas acompanhada de material do jardim-de-infância, ou a mercearia prazeres (com) desconhecidos [um queijo para quem adivinhou a seguinte]. Mas quem sou eu?, está lá, mas não chega ao who am i, por exemplo, aquele who am i, a páginas tantas no masquerade dos Clan of Ximox, e depois lá mais para a frente, cold as ice / this face i see, parece que estou a ouvir. Lindo.
Quem sou eu?, não sei, mas este filme não me sai da cabeça, não me lembro
de quase nada, do sacrifício (offret)
lembro-me bem, mas deste:
(...)qual deles?
[stalker]
(...)qual deles?
[stalker]
terça-feira, 20 de novembro de 2012
dia não sei quantos 138: aí vai ele num cinema perto de si
A hesitação precede a cobardia e encova a estaleca, pensava eu nisto, num
vai-não-vai lá para fora, dar de frosques, e nada, a tal hesitação e o vento,
vai virar para chuva - pensei, ao mesmo tempo que sentia aquilo que Gracq denomina
de “vento da livre velocidade”, aquele que “estala nos ouvidos”, ou isso, tenho
que voltar ao a costa das sirtes,
devo ter pensado, mas não tenho a certeza. No minuto seguinte, bom talvez não
no minuto seguinte, mas quase logo após estes inusitados acontecimentos, já
estava eu a descer a ladeira em direcção ao nada, apetecia-me mesmo dizer isto,
ao nada, casaco de fato de treino casual, pois é, calção a dar para o largo, sapatilha
branca e verde, de traço espanhol, ou isso, musicol e tudo, Wim Mertens, um
gajo começa a correr e fica para ali na tourtour,
quem é que ouve Mertens em corrida?, passa para Spiritualized e tá o gajo numa
trip de morfina, álcool, roupinol e por aí fora, não quer ouvir a canção da
morte, esteve lá perto, ou isso, e um gajo a correr, a fugir daquilo, a fugir
daqueloutro, e aí vai ele. E resulta.
[Agora estou para aqui a pensar em estratégias de organização de tardes. Estou calmo]
[Agora estou para aqui a pensar em estratégias de organização de tardes. Estou calmo]
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
dia não sei quantos 110: a manhã também nos absorve (ou será: nos observa?)
Antes disso fui correr. Imprevistos madrugadores, quer dizer matinais,
madrugadores talvez não, impuseram uma deriva imprevisível a uma manhã já de si
solarenga, já de si potencialmente atractiva, nesse sentido, então, antes que
tudo desabasse, antes que tudo se tornasse lucidamente devastador, ou isso, fui
correr. Apenas depois disso, muito depois, topo com uma cena dos Felt, mas
ainda alguém se lembra dos Felt?, pensei logo, eu diria que nesse momento
estava estupefacto, até pensei numas palavritas para dizer logo ali, mas depois
achei melhor não, ainda por cima o New
day dawning, ou isso, esta merda anda mesmo toda ligada, devo ter pensado, de
certeza que pensava nisso enquanto elegia um sítio tranquilo para apreciar. Nunca
se sabe.
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