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segunda-feira, 13 de maio de 2019

quinta-feira, 9 de maio de 2019

segunda-feira, 19 de março de 2018

domingo, 28 de maio de 2017

"Só podemos abusar das coisas que são boas...

ou... todos os abusos do mundo resultam do facto de nos ensinarem a ter medo da nossa ignorância".
Deixo-vos com estas reflexões sentenciosas, aparentemente contraditórias na sua complementariedade. Escreveu-as Montaigne, parece que o estou a ver, na sua torre, a sonhar com a cabana de Ludwig Wittgenstein, mas posso estar engando. De qualquer forma:


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Varrão e Aristóteles (...) terão tirado da Lógica algum alívio para a gota? *

[a pertinência desta questão título ultrapassa a capacidade do autor deste blogue para que sejam tecidas quaisquer consideração adicionais, ou não]

*escreveu assim um dia Montaigne

sábado, 20 de agosto de 2016

Isto para (re)começar


Andar para trás, dela dizem que muitas vezes assim anda, a vida, para trás, mentem, não anda, caminha inexoravelmente em direcção ao nada. E alguém sabe onde fica o nada?

sábado, 23 de abril de 2016

notícia de última hora:

o mundo tornou-se triste porque um fantoche foi, em tempos, melancólico (...), escreveu um dia Oscar Wilde a caminho de uma bola de ferro a tiracolo....

quarta-feira, 30 de março de 2016

Estava a pensar nisto

Se, como afirma Clausewitz, a estratégia é a utilização da batalha para ganhar o fim da guerra, então o que fazer da vida? Quer dizer, partindo do princípio de que a vida é uma batalha.E mesmo sendo uma batalha, será possível ganhar a guerra? Faremos então os possíveis para que a vida não seja uma batalha e, nesse caso, não precisaremos de uma estratégia (não há guerra para ganhar). Ok?

domingo, 13 de dezembro de 2015

dia não sei quantos eu sei lá ao domingo: semiótica oxigenada

Já cá estou, mas nem isso foi fácil, dias atrás de dias numa enxurrada de sentidos que inundaram a baixa da minha alma. É claro que a baixa da minha alma havia sido mal planeada, entulho marado a teria aumentado e indevidamente conquistado ao corpo, simulando segurança movediça, inventando passagens secretas que mais não seriam que puro simulacro, prazenteira ilusão. Nada disto caminha(va) a par com o resto das forças que nos versejam e mitificam neste mundo, pelo menos até onde os olhos conseguem ver, ou até onde os nossos passos nos conseguem carregar, nada mais, isso sim, a minha concepção de cidade, com todas essas ligações térreas, mas sobretudo como projecção de nós próprios. Não ficará tudo na mesma nesta transição velada por Janus, ou talvez fique apenas a sua representação, a sua projecção sombreada. Não acredito, basta mordermos um lábio para que o mundo sensível faça todo o sentido. 

domingo, 13 de julho de 2014

dia não sei quantos ognimod siod: questiúnculas

Estava a ultimar a minha entrevista ao Vilamatinhas e a minha entrevista imaginária ao Ludwig, estava por assim dizer a amassar o pão para alimentar o cérebro, nisto (não se iludam com o tempo verbal, antes retenham a expressão vernacular), a biblioteca estantina fez-me chegar em mão uma cena do Allègre (o Claude, não confundir pf com o Nel) quando este afirma que “vamos começar por expor a hipótese da nebulosa protossolar quente”, hipótese falsa, para não dizer mais, segundo Claude, com consequências invisíveis na vida das pessoas, mesmo das pessoas reais, a gente não seja cão se não nos dá para pensar na auscultação pulmonar do planeta terra, culminado em duas questões:

-Porquê a utilização de parágrafos tão Longos e desconexos?
-Mesmo observando um passado cada vez mais recuado, conseguiremos não perder tempo, ou mesmo perder tempo, com conhecimentos que embatem no reposteiro de roupagem religiosa?

Assim irei desaguar ao “Assim na terra como no céu – ciência, religião e estruturação do pensamento ocidental”, da Clara Pinto Correia e do José Pedro Sousa Dias.
Entretanto fodi o joelho na máquina de lavar roupa.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

dia não sei quantos quarta outra vez: englobando

Como resposta ao diz que, recorro, sem freio, a Wittgenstein ao menos isso: quem compreender as minhas afirmações [aí está] acabará eventualmente [ou isso] por considerá-las absurdas [isto se] as utilizar como degraus para ascender além delas. Pouco provável [todo] o desdém que poderá emanar das cintilações obscuras de qualquer pensamento adjacente a estas cenas. Não tenho norte que me valha. E apesar disso:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

dia não sei quantos 330: a chegada a tudo isto


Não foi fácil. Nunca é fácil chegar a tudo isto, já que o tudo isto com o seu semblante poético encapota uma caminhada compactada em pequenos fragmentos, algures entre o tamanho de um alfinete e de um elefante, e é precisamente nesse matizado de possibilidades (visto de fora até parece um tecido em terylene) que se desenrolam os nossos dias que desembocam em tudo isto. Na verdade, a caminhada compactada em pequenos fragmentos, algures entre o tamanho de um alfinete e de um elefante que configura o tal matizado de possibilidades não se assemelha a um tecido de terylene (estupidez, apenas queria meter a palavra terylene a todo o custo), não, a assemelha-se a um padrão, o tal pied de poule, ou de coq (mas há diferenças):


Por outro lado constato que este ano nunca mais largo as minhas adoradas calças de bombazine, não preciso de um meteorologista para me dar achegas sobre o tempo.

domingo, 5 de maio de 2013

dia não sei quantos 304: não esquecer

[aconteça o que acontecer nunca desistir, antes quebrar que torcer; o conselho em forma de enigma do Nietzsche: Se queres que a corda não se parta, então, primeiro rói-a.]

quarta-feira, 10 de abril de 2013

dia não sei quantos 279: não faças avarias


Mais informamos que a nossa total e absoluta (deixem passar, deixem passar) resiliência, o que eu gosto desta palavra – e não havia meio de a utilizar – se encaixa num estado de espírito que se harmoniza historicamente com um desvario cujo desenlace se entrevê em pequenas frinchas mal iluminadas do nosso universo, incluindo a ladeira. Temos reflectido igualmente sobre a temática do embrutecimento como uma das belas-artes, relembrando que nem sempre estas reflexões se traduzem numa grande carga horária semanal e, como bem se sabe, não seria preciso o Nietzsche para nada, em tempo de paz o homem com espírito guerreiro volta-se contra si mesmo, ora, como os homens de espírito guerreiro escasseiam como o pataco no bolso, os restantes voltam-se contra os outros restantes, de sorte que ficando frente-a-frente estaremos na iminência de mais uma chispalhada na ponte e de mais um potencial recorde mundial. Recuperando a primeira pessoal do singular, bebi um chá verde com torrada, estive a ler umas merdas, continuo inculto, mas leio muito, está bem, não me fodas a cabeça Salinger. E da parte da tarde tenho um propósito, ou isso.   

quinta-feira, 28 de março de 2013

dia não sei quantos 266: tema do dia


No sonho (eheheh), um tipo falava com alguém (ou com algo?), naquilo que parecia ser um bar (seria?), estava escuro, o tipo que supostamente falava com alguém (ou com algo) dizia: gosto muito do gajo, gosto mesmo, não, não de Sócrates mas de Nietzsche, gargalhava e continuava quase murmurando, "a náusea diante da porcaria pode ser tão grande que nos iniba de nos lavarmos – de nos «justificarmos»" – escreveu Nietzsche. Nenhum som veio ao seu encontro. Algo ou alguém servia de biombo a esse homem. Ele não aguardava nenhuma resposta. Nenhuma justificação. Quando acordei pensei no biombo.  

domingo, 3 de março de 2013

dia não sei quantos 241: parangonas


Ricky van Wolfswinkel marca dois golos, mostra o cu ao árbitro e no final disserta sobre Ludwig Joseph Johann Wittgenstein – principalmente sobre a sua fase na cabana em Skjolden, na Noruega, onde parece que assomaram à luz as ondas do pensamento que estavam não se sabe bem onde.
(Em actualização)