Mostrar mensagens com a etiqueta terça-feira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta terça-feira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de abril de 2016

actualização

a vida frenética continua por estes lados, sem refreio, nem cansaço. Dormir cerca de nove horas e meia. Levantar e adiar o duche para a parte da tarde. Beber chá preto acompanhado de cacete galego de ontem torrado. Manteiga e um simulador de morangos barraram esse pão. Previamente, uma dose de furoato de fluticasona para dar o mote. Após o previamente e o pequeno-almoço, uma dose de budesonida/fumarato de formoterol di-hidratado. A coisa começava bem. Seguiu-se-lhe caminhada e estudo, da hermenêutica exegética filológica, a uma outra, de caracter ainda formal, mas eivada de boas intenções histórico-culturais. Caminhada de volta a tudo isto. Almoço: sopa de couve e sandes de atum (previamente empastado em cornichons, cebola e maionese), com alface e tomate. Bebeu-se o resto do chá preto do pequeno-almoço, frio.  Uma vista de olhos ao jornal Público terá aproximado este corpo de uma realidade ainda mais esotérica e acrítica do que lhe seria possível imaginar. Um café e a lavagem da loiça assumiram então verdadeiros contornos de loucura natural. Agora, talvez vá dar uma arrumadela nos livros da estantina. Uma estafa…

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

The man who sold the world.

Um dia escreveu assim David Bowie (e fez uma música com isso): I thought you died alone, a long long time ago /Oh no, not me/ I never lost control/ You're face to face/ With The Man Who Sold The World.

[nota: eu já volto com o horóscopo da semana]

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

dia não sei quantos à volta de 49 à terça: pedido de emprego

Há pessoas que fazem fortuna, outras depressões, outras filhos. Há as que fazem humor, há as que fazem amor e as que fazem dó. Há muito tempo que eu procuro fazer qualquer coisa! Não há nada a fazer: não há nada a fazer. Isto foi escrito num dia qualquer por Jacques Rigaut, suicida que, com admirável afinco, terá planeado a sua morte durante dez anos. Agora vou ali, com admirável afinco, ver da sopa e do prego no pão. Talvez da parte da tarde vá dar na filosofia política, quem sabe...

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

dia não sei quantos terça vinte e quatro de dezembrhuuuuum: cenas que nos crescem na cabeça

Olhem agora: não sabemos se a casota está a voar, diz que sim, acreditamos. Ponto.  A expensas de alguns devaneios congeminados por neurónios mais esclarecidos percebemos que qualquer coisa se passa huuuuum: é dia de, tivemos o dia D e agora temos o dia de, entretanto, as forças do mal capturaram e torturaram alguns elementos considerados indispensáveis para a continuação desta posta, vamos a pique, a resposta não se fará esperar…[risos terríficos].


- imagem demonstrativa de uma das cenas que nos podem crescer na cabeça. 

[onde anda o Zz?]

terça-feira, 2 de abril de 2013

dia não sei quantos 271: longe dos jogos civilizados*


O que terá precipitado a cena da noite não pertence ao rol de preceitos do manual básico de intelecção normativa em vigor, posto que deixaremos a situação em lume brando para, com serenidade, analisarmos os seus arredores que encimam vetustamente todo o lixo que norteia a canastra desportiva nacional [??] [risinhos]. Entretanto, já esta manhã, dei boleia a três pensamentos desgarrados, encaixei um chá verde com torradas, não fui correr mas aceitei carregar de bom grado uns sacos com mercearia, descarrilei os pensamentos a quem tinha dado boleia e substitui-os por duas correias de accionamento de actividade motora com o intuito de, anacronicamente, de forma mecânica, encetar uma listagem de merdas que tenho mesmo que fazer. Está ali a esferográfica, mas não consigo deixar de olhar para os tristes trópicos, para uma história de Buonaparte e para uma capa verdinha cujo título termina em…es…pectáculo. 

[*Cesariny?, ou isso]

terça-feira, 19 de março de 2013

dia não sei quantos 257: assunto


Agora vou ali que tenho uma cena pertinente em termos supostamente. Parece que foi sob minha solicitação, mas eu não tenho memória de tal ventura, o processo, todavia, decorre para além das minhas forças e da minha vontade, sendo claro que é um fim em si mesmo, não andando além do enredo burocrático que o sustenta, sendo que o incumprimento nos termos legais concorre para uma cessação da legitimidade de mandar esta merda toda para o caralho. Deves. 




terça-feira, 12 de março de 2013

dia não sei quantos 250: miragens


Sem novidade, subi e desci a ladeira, o grande edifício continuava a receber e a despejar gente, com a indiferença sólida e honesta do betão.  A coisa seguiu naturalmente o seu curso e depois pensei numa maneira de afugentar o tédio e de normalizar a circulação. Só então percebi que estava [outra vez?] dentro de Moby Dick, e quando cheguei a casa confirmei a sentença: sempre que sinto um sabor a fel na boca; sempre que a minha alma se transforma num Novembro brumoso e húmido; sempre que dou por mim a parar diante de agências funerárias e a marchar na esteira dos funerais que cruzam o meu caminho; e, principalmente, quando a neurastenia se apodera de mim de tal modo que preciso de todo o meu bom senso para não começar a arrancar os chapéus de todos os transeuntes que encontro na rua – percebo então que chegou a altura de voltar para o mar. Apenas temos que saber qual é o nosso mar. Tão cedo quanto possível. Até já. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

dia não sei quantos 222: zzzZZZZZzpensorápido

ZzcervejazzzzzzZZZzzzzzzzzuizzzzzzzzzaiZZZZZnáuseazzz
[volto entretanto, tenho coisas a fazer relacionadas com um veículo motorizado, mas o que é certo é que me sinto a progredir no sentido contrário de qualquer coisa - neste caso as dores dão-nos uma leitura aproximada da pancada]

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 201: o último leitor?


Então, se o tipo que escreve um diário, este diário, por exemplo, nem sei bem o que é isto, bom, mas se quem escreve transmite o sentido do vivido, isto segundo o Piglia, então quem lê é aquele que procura o sentido da experiência perdida, isto segundo o Piglia, ou isso, mais coisa menos coisa, ficamos a navegar à bolina, trágicos, enérgicos, humanos. Talvez demasiado humanos, isto não no sentido nietzschiano ou nietzscheano?, ou o caralho, mas no sentido reco da coisa.  

[estou atento e fui correr]




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 194: a dificuldade metamorfoseada em ensejo, o caralho


O levantamento das carências ainda não terá sido efectuado com a diligência necessária, não se acusam nem a súmula solidária, nem o salão ecuménico que serve para apoiar rigorosamente aqueles que, porventura, o solicitam, de sorte que já pensamos em roubar aquele porco de quinhentos quilos que se enfarta lá para os lados da Póvoa do Lanhoso, dizem-nos, que não lográmos testemunhar tamanha arrumação de carnes, mas já nos informamos e mapeamos uma listagem de trajectos possíveis para arribar a tão pitoresco destino, o qual ignorámos, de todo. Uma espécie de arqueologia contemporânea enfezada revela-nos um pós-operatório a rondar duas semanas, ou menos, na mira temos várias obras do Camilo Castelo Branco e do Aquilino, entre vários outros, para controvertermos questões que contribuam para colmatar os danos colaterais de tão ousada empresa. Cerca disso.

[após uma noite polvilhada de sonhos alucinados, de manhã subi a ladeira, desci a dita e fui correr]  

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 187: nada nascera para mim?


Não sei se repararam mas o novo ano, dizem, está a começar, para mim começa lá mais para a frente, entre o ortodoxo e o chinês, ou isso, mas já temos o rosto do novo ano, já temos sim senhor, o tio já o lançou com o estigma do Arthur a tiracolo, e já temos o tipo novo usado [que] treina a dor, a nossa e de mais alguns eleitos, amestradores de dores (não é pleonasmo!), pensei nisso logo à saída da cama, alongamentos, dor, desenjoo, paragem, depois corrida, dor, exercício, dor, catarrada, dor. Já estamos habituados.  

[não esquecer a cena da tarde...]

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 180: dois mil e trezzzzzze

ZZZZZZzzzzzznáusea...zzzzzzzzzzaicarambazzzzzsoftparadezzzzzzzmosquitozzzzzzzzlighzzzzzzZZZZZpatorecheado......
[não necessariamente por esta ordemzzz]

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

dia não sei quantos 166: tendências indiscretas


Já não se sabe muito bem, normalmente o corpo está distante, vai exercitando estratégias sem força de maior, ficando por ali, por aí, mesmo esse corpo, esse vazio instantâneo que agora escrevo, não se sabe bem a quem pertencerá, o escrevinhador duvida que seja seu, talvez um prolongamento, salvo seja, quiçá um apêndice, quando muito um apêndice, o seu rasto lá atrás não congemina(rá) esta mão, ou aquele cérebro lá bem em cima dessa mão. Momentos existem, não duvidamos, em que a tendência imagética se sobrepõe ao mais íntimo dos tesões. Mas são momentos curtos. Shame on… 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

dia não sei quantos 160: O caso, o plano, a estratégia e o amante dela


O caso não tem entraves, na realidade, o caso é seguramente um caso decididamente escangalhado, se o tentarmos explicar à luz de um racionalismo acrítico, uma cena que o Popper, enfurecendo-se (e não seria para menos), ruminava ao desbarato, notámos uma vertente tremulante, perspectivada apenas de um dos lados, a qual não condiz com nenhum caminho humanamente exequível, pelo menos deste ponto da humanidade onde observámos os fenómenos à contraluz. O plano que exonera o caso dir-se-ia órfão de estratégias que congeminem o plano ao mesmo tempo que amamentem o caso. Duas situações, quando muito três que, convergindo, divergem, paradoxalmente inseridas no mesmo contexto e no mesmo invólucro – um cérebro demasiado distante e razoavelmente próximo de qualquer realidade, mesmo imaginada – normalmente estatelam-se contra as tabelas. Explico: salvo orientações específicas do âmbito do etéreo, qualquer plano estratégico contaminado por casos, ainda que pontuais, redunda, naturalmente, numa ofensiva inócua contaminada de danos colaterais, cujos impactes, asseguram-nos, não são de todo previsíveis. A olho nu, a démarche, a existir!, deverá valer por si própria. Por outro lado, registe-se, o resultado oposto não deverá constituir qualquer surpresa. Agora pensa nisso. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

dia não sei quantos 152: pancadinhas no [meu] índex


Impõe-se, por exemplo, sabermos o que será feito das Bohemias Reserva 1835, e onde se poderá diligenciar informação fidedigna a respeito de tão insigne questão, estão coisas chateiam-me imenso, preocupo-me imenso com situações deste calibre que se esvaem, por assim dizer, se esboroam (é melhor) das nossas vidas, à falta de outra figura, como areia entre os dedos, deixando-nos abismados sem abismo que nos valha. Posto isto, sei bem que o tempo voa, e se lhe dou premissa, menino é para se injectar nas minhas veias, aforrando-me de anomalias tradicionalmente reconhecidas como avarias, ou desvarios, nada disto é o que realmente queria dizer, mas coisas há que de tão imprescindíveis se revelam inexoráveis, noutro sentido, são coisas que não nos permitem saborear os langores que acabam, como diria o Beckett, acho até que o escreveu, mas onde?, ah!, no Molloy, só pode ter sido no Molloy. É do caralho, o Beckett!

[entretanto fui fazer de conta que corria]

terça-feira, 27 de novembro de 2012

dia não sei quantos 145: o tempo das estátuas


"O homem como o vento procurou / um buraco num tronco para a noite. / Ouviu o mocho, o noitibó, o sapo. / Viu as estrelas a mudarem de lugar. / Pressentiu o saca-rabos, a raposa. / E descobriu, assustado: estou aqui". Isto escreveu-o Jorge Guimarães. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

dia não sei quantos 138: aí vai ele num cinema perto de si


A hesitação precede a cobardia e encova a estaleca, pensava eu nisto, num vai-não-vai lá para fora, dar de frosques, e nada, a tal hesitação e o vento, vai virar para chuva - pensei, ao mesmo tempo que sentia aquilo que Gracq denomina de “vento da livre velocidade”, aquele que “estala nos ouvidos”, ou isso, tenho que voltar ao a costa das sirtes, devo ter pensado, mas não tenho a certeza. No minuto seguinte, bom talvez não no minuto seguinte, mas quase logo após estes inusitados acontecimentos, já estava eu a descer a ladeira em direcção ao nada, apetecia-me mesmo dizer isto, ao nada, casaco de fato de treino casual, pois é, calção a dar para o largo, sapatilha branca e verde, de traço espanhol, ou isso, musicol e tudo, Wim Mertens, um gajo começa a correr e fica para ali na tourtour, quem é que ouve Mertens em corrida?, passa para Spiritualized e tá o gajo numa trip de morfina, álcool, roupinol e por aí fora, não quer ouvir a canção da morte, esteve lá perto, ou isso, e um gajo a correr, a fugir daquilo, a fugir daqueloutro, e aí vai ele. E resulta. 

[Agora estou para aqui a pensar em estratégias de organização de tardes. Estou calmo]

terça-feira, 13 de novembro de 2012

dia não sei quantos 131 e tal: "ávido leitor de jornais, custou-lhe renunciar a esses museus de minúcias efémeras"


Entretanto, após um almoço cena gourmet a dar para o sofisticadote, não se escusa uma sopa e uma sandes planeada ao pormenor – entre o mediterrâneo e o atlântico, temos dietas saudáveis até dar com um pau – e de dois dedos de leitura, fui andar pelas ruas ao entardecer, comprovando-se a existência física de muitos seres humanos propícios ao contacto, nem que seja automóvel, mas dá sempre para perceber que o melhor de todos os mundos não está apenas dentro das nossas cabeças, ou isso. Também respondi a um anúncio mas não queria estragar a surpresa. Agora vou ali cozinhar uma cena sofisticada para o jantar.