Pois evidentemente, nos termos da lei, não iremos fazer
comparações, desculpem lá, relativamente ao tema das toupeiras (supostamente) matéria
difamatória, quer dizer, a posta anterior, nem sei de troca de emails, o jogo e
tal do Sporting era acessório, quer dizer, uma lateralidade ao principal, uma
posta de análise literária, cuja dimensão não seria (nem era) de desconsiderar,
mesmo por aqueles, não sei se serão ratazanas, que, obviamente, não lêem um
caralho, mesmo quando juntam as sílabas todas direitinho, ou nem isso. Estou
com um bocado de dores, ouvi há bocado, circunstância, frequentemente inanimada
nas estatísticas, e nesse sentido, esquecida da realidade atrozmente sagaz dos
seres humanos que me rodeiam. Não seja por isso. Continuo a projectar a
estruturação de uma loucura frequente, eivada de um ginásio mental, entre
outros, quero andar à bulha, treinar os meandros da dor em segmentos
televisivos, eu sei bem que as crónicas são dependentes de um sinal exterior, dos
comentários impressionantes de esclarecida ignorância de seres humanos (ditos)
normais (entre outros), sendo normal (deixem passar) tudo isso, mas do meu
ponto de vista, existem pontos de vista (deixem passar) fodidos pela
irregularidade dos olhares, evidentemente indiscutíveis, não havendo discussão (possível). Não respeito
todas as opiniões, não saí do bando (não confundir com banco) de suplentes para
irradiar o meu continuar a jogar, isto meses a fio, após uma infecção grave,
estando por demonstrar as demonstração de uma vitória final ou de um campeonato
ao rubro. Estou deveras competitivo enquanto morro. Não é para ripostar mas
parece-me que estou menos afirmativo e quase menos assertivo. Nem sei se estou realmente
em jogo. Tenho vários pontos de avanço sobre mim próprio. Estou em aberto.
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sexta-feira, 16 de março de 2018
sexta-feira, 12 de maio de 2017
dos galos fazem-se muitos capões, mas de um capão nunca se fez um galo*
entretanto, fiz uma sopa, quer dizer, acordei, comi pão torrado, bebi chá verde, parte de uma maçã terá sido roída, andei a computar, reflecti muito, invariavelmente, sobre a visita do papa, ali está ela a visita, que linda, pensei muito nisso, não que fosse estritamente necessário, não, a visita anda por aí a a ser propaga, laminada, concertada desde o princípio dos tempos, parece-me que todo o caminho que fizemos como nação valente e imortal foi no sentido de possibilitar esta visita, mas tenho outros interesses, obviamente, ainda antes de fazer sopa e muito antes de fazer um parágrafo, quero dizer que tenho muitos interesses, ainda peguei num livo de cima da mesinha de cabeceira mas tinha a sopa ao lume, ah, e ainda lerpei uma sandes de pão de ontem com presunto do Fundão e coca cola zero morta. Tenho uma vida muito interessante. Sem dúvida.
*Montaigne
*Montaigne
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
A amígdala é crucial para o medo, disse ele
É incrível como a vida é prosaica, não num sentido, digamos
assim, despoético, não, será mais num sentido (deixem passar) da banalidade do
real, o que em si mesmo funciona como uma pós-verdade (isto para mostrar alguma
actualidade num recinto onde a trivialidade reina), isto é, um caldinho de merdas tão
grande que o termo pós-modernismo já
não conseguia abarcar, e olhem que o caralho do pós-modernismo era um bidão espacial do tamanho daquelas cenas que
o Soviéticos colocaram à deriva no espaço que é de todos, ainda assim o
pós-merdinismo, perdão, o pós-merdinismo da pós-verdade, fica muito aquém,
vão-me desculpar, daquela sua prima jeitosa, a inverdade, isto para não ir
muito longe. A vida é de uma prosaicidade (existe, existe) tal, que nos convence da sua
beleza (que ninguém repara), e quase nos convence (se estivermos realmente
despertos) que todos os dias se aprende alguma coisa, como eu bem o senti hoje,
enquanto colocava as camisas na máquina de lavar juntamente com o polar preto,
umas meias, dois pares de cuecas e outras cenas indecifráveis, tudo em modo
lavagem rápida, para depois sentir uma alegria indescritível (meia hora depois
para ser mais concreto) ao observar as camisas impecavelmente lavadas e quase
passadas a ferro (a qualidade do material das ditas ajuda – bem hajam fardas belas), sem precisar de nada
mais que não o sol a versejar lá em cima. Depois fui engraxar umas botas CAT,
já com o fito de colocar os lençóis polares numa experiência alquímica com a
máquina de lavar. Tenho uma vida muito interessante, para não dizer prosaica.
Vou agora ouvir isto e esperar o picheleiro para mudar o autoclismo.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
mensagem nova
ao dobrar das costas não se encontra nenhuma explicação...ou caminho.
sexta-feira, 11 de março de 2016
Uma sombra olhava a outra
hoje dormi umas nove horas, quase prego a fundo, quando acordei fiquei na penumbra a sentir os membros dormentes, adormecidos, estava ali diante de mim como uma pedra diante de outra pedra, claramente uma era mais dura, ainda assim talhada numa forma indefinida, embora eu conseguisse perceber que o escultor se estava a marimbar para o efeito. Nada disto se entrevia facilmente, porque filtrado por uma luz minúscula, que se resumia a um esplendor indecente rosnado por debaixo da porta, parecia mesmo rosnado, um feixe de luz miserável que se divertia em diatribes no quarto. Além. Também fazia escuro dentro de mim, mas esse escuro dentro de mim parecia estrangeiro, tisnado pela luz, formando uma camisola de equipa adversária, as listas não eram horizontais, nem verticais, mas eram certamente listas, juro, a cada momento uma tenaz poderia assomar com a sua voz a indicar o caminho dos cereais, do duche, cereais?, pensei, enquanto bebia água (isto às escuras) de uma garrafa localizada estrategicamente na mesa de cabeceira. Foi então que gritei. A voz devolveu-me uma certa calma e a janela finalmente abriu-se: estava sol. Isto não quer dizer nada, pensei...
sexta-feira, 4 de março de 2016
faz de conta
que estou sóbrio (podemos extrapolar por favor?) e escrevo isto na posse de, pelo menos, duas ou três faculdades, entendidas respeitosamente como tal, posto isto, e posto mesmo aquilo, ou outra coisa qualquer, exige a demanda uma declaração de interesses, a saber, o escriba deste diário é um ser vivo residente em território português, pedaço de terra com nove séculos de histórias para contar (isto faz-me lembrar qualquer coisa), sem contar (deixem passar) os séculos anteriores ao nascimento do menino, ora este ser vivo não consegue acompanhar com suficiente indiferença (temos que ter em conta o muito tempo livre, apesar do estudo) a vertigem estupidificante, imbecilizante até idiotizante (sem contar com o futebol nas suas ramificações do mais profundo e inoxidável vazio) que nos assola de norte a sul e até no alentejo, perto de lisboa, já para não falar da madeira, que é como quem diz. Não fosse a minha total dependência relativamente à vida, uma vida, aliás, consagrada ao desmantelamento do sistema de parágrafos (atente-se no tamanho do anterior), e possivelmente assistiríamos ao nascimento de uma revolta (veja-se este filme, por favor) cujo desenlace estaria, porventura, muito bem escondido, amordaçado, e até projectado no inimigo, num livro do Eco, por exemplo o Péndulo de Foucault, descoberto num cemitério de Praga. Eu já volto com a história toda.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
é paradoxal
Mas, às vezes, o V mistura-se com o canto V, a
polémica não chega a um leve roçar de asas no vento (deixem passar), mas ainda
assim anima as hostes cansadas do Cão. Entretanto, os dias prosseguem a sua
jornada rumo à mediocridade, perdão, eternidade, ecoando, se se escutar bem, a interrogação (as interrogações também ecoam, e não apenas as perguntas): por onde andará o Aranha?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
rinoconjuntivite alérgica: a prova
A utilização de imagens (como último recurso ou como último reduto?) é da inteira irresponsabilidade do autor, premiando, desse forma, o desejo de futilidade gangrenosa que percorre a blogowebsfera, por assim dizer, embora, neste caso particular, a imagem encerre a sete chaves um fundo de verdade, lá mais para a primavera, não quer dizer que não seja um até já...
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
dia não sei quantos 32 à sexta: achas?
às vezes basta pensar nisto, quer dizer, sem sangria ou os animais no zoo, se calhar sem filme, sem ser divertido, um tipo ainda se lembra de si próprio, mas mesmo assim pensa que é outro [risinhos], nem pior, nem melhor (neste caso), ser outro não, ser outra coisa, sem chá preto, sem torradas de pão duro (quantos dias?), sem cerveja, sem pensamentos a reboque de pensamentos, sempre insatisfeito, sempre em cavalgadas, perdão caminhadas, ora abatido, dormente, ora a sportingar, ser outro, não andar às cavalitas do caralho dos livros, da poesia, enfermo de projectos, talvez amanhã, (que dizes Variações?), talvez apareça aqui um ponto final, talvez não, ser outro, outro filme da morte da bezerra. Agora vou ali apanhar ar.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
dia não sei quantos 26 à sexta: agora vou ali dormitar
Afinal o dia precipitou-se cedo com um tipo lá dentro. Às vezes
acontece.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
dia não sei quantos 20 à sexta: tantos?
que nem os conto na sua imensidão gloriosa, ainda agora o sol no seu contínuo endrominar do sentido biológico das coisas, Novembro?, eu sei lá, o almoço até nem foi mau, restos da massada de atum de ontem à noite, aquela salsa dava um tratado em que o cheiro se assume como ponta de lança do prazer, ou isso, não estava nada mau aquele chouriço das beiras enfiado nas bicas, vamos lá ver se melhoramos lá mais para a noite, as probabilidades de isso acontecer são as mesmas de aqui aparecer um ponto final que remate que norteie que silencie este parágrafo... debalde, não me apetece voltar lá para dentro (deixem passar) daqueles papéis, sonhos dentro de sonhos encavalitados em muros cada vez mais altos e longos, visões sonhadas maltratadas, merdas fedidas de tanto adiadas, consolidadas nas sua nuvem, um pedaço de algodão doce nas mãos de um miserável puto, pensar nisso e dá-me cá um regabofe de estaladas ao espelho, ali mesmo, aquele espelho. O melhor será investir num frango do descolhoado para o jantar. Amanhã logo se vê...
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
dia não sei quantos 5 à sexta: como é?
é assim: não fui correr, não ouvi música, não fiz nenhuma passeata, não li nada de realmente interessante (a parte da história e coiso, bla bla, ainda fui à bola com o Aristóteles, por momentos), não fiz nenhuma lista a não ser esta, vai o dia longo como um caralho que já vi num filme. Agora vou ali preparar as codornizes, enquanto malho um martini com cerveja. A ver se e tal...
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
dia não sei quantas sextas a sério: conforme consta do processo individual
Vimos por este meio solicitar a vossa compreensão, para não dizer
benevolência (deixem passar), para a nossa (reparem no plural) loucura. No
sonho gravitava uma frase cujo sentido nos (reparem no plural) escapa, mas que
nesse tempo (por um acaso) nocturno fez as delicias de um comovido e ávido
cérebro: manter o pensamento na linha
(ou em linha?), cuidado com o comboio
(ou seria trem?). Depois de acordar com esta surrapa ainda esparramada no dito,
encetei dois ou três planos para o futuro próximo, quer dizer, lancei umas
farpas para o escuro. Adormeci. Sonhei com o sonho anterior, a frase às postas,
a dar para vários peditórios mentais. Reconheci, aqui e ali, velhos caminhos, um
ou outro amigo, uma mesa de madeira em Inglaterra (acho), um poente, catedrais
onde certamente se escuta (ouvindo bem) o silêncio. Acordei numa situação
incómoda (ou nem tanto), que as necessidades e vicissitudes corpo anatómicas
não estão, por assim dizer, para grandes brincadeiras. Bebi água. Encaixei os
sonhos num ecrã. Fiz um chá preto, papei um pão-de-leite de saco e metade de um
trigo do dia anterior torrado com manteiga. Hoje é um dia.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
dia não sei quantos não parece sexta: pelo menos assim o esperava
Agora estou aqui. E um não vos digo nem vos conto farto de
estar. De um lado vejo prédios, dou mesmo de fuças com os ditos, dá até para
sentir o cheiro do ranho do vizinho. Do outro lado vejo prédios, mas mais
longe, dá apenas para cheirar a carnificina de odores (deixem passar) que
polvilham o ar. No entretanto, um pedaço de terra foi atingido por um cagalhão
envidraçado vindo do espaço. Um cão dá voltas à cabeçorra até à loucura para
tentar perceber aquilo. Dantes ainda aparecia um tipo que entrava para o
cagalhão e lá ficava, até ir beber umas cervejas ao croquete, ali aos prédios.
O cagalhão vindo do espaço tem vidraças e um pequeno alpendre, serventia dos
arbustos e de silvas. Vieram cortar as silvas e os arbustos. Agora o espaço
parece uma careca de um velho que vai dar a uma via rápida. Uma falsa via
rápida, vá. Tenho saudades da ladeira.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
dia de sexta euseiláeu: sem manual de instruções
Após uma apurada investigação acerca do chuchu e da sua
viabilidade utilitária (deixem passar) na base de uma sopa, decidi-me por avançar,
a ver se. A manhã havia sido langorosa e desenxabida, semelhante a uma página
policial do Chandler (ou até de um Bukowski menos ressacado), daquelas em que o
detective espera por qualquer merda (seja qual for), sentado numa cadeira com
as pernas esticadas na mesa, enquanto beberica de uma garrafa retirada sabe- se
lá de onde. Nuns casos, o tipo sai disparado para o balcão de um bar ou para o
balcão de um bar. Noutros, entra uma loira com o Roger Rabbit a tiracolo. Não é
bonito de se ver. Mas não aconteceu nada disso. A um pão de forma brioche pingo
doce torrado e um chá verde, sucederam alguns momentos de tensão que culminaram
com o arremesso de um corpo para uma cama, onde este se resignou, sombreado por
um ecrã táctil, restos de bolachas e um livro daqueles de história, à sua insignificância.
Daí a uma intervenção rápida em regime de duodécimos ainda demoraram alguns minutos, daqueles bem passados.
Não tardaria a primeira incursão ao mundo exterior [risos terríficos]. Não sei se volto já.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
dia hoje não sei quantos sexta: aqui
Num
daqueles estados d’alma caninos, talvez imaginando o rosto vulgar dos dias,
escreveu assim Alexandre O’Neill: cão
passageiro, cão estrito, / cão rasteiro cor de luva amarela, / apara-lápis,
fraldiqueiro, /cão liquefeito, / cão estafado, /cão de gravata pendente, /cão
de orelhas engomadas, / de remexido rabo ausente, /cão ululante, cão
coruscante, /cão magro, tétrico, maldito, / a desfazer-se num ganido, / a
refazer-se num latido, / cão disparado: cão aqui, / cão além, e sempre cão. /
Cão marrado, preso a um fio de cheiro, /cão a esburgar o osso / essencial do
dia a dia, /cão estouvado de alegria, /cão formal da poesia, / cão-soneto de
ão-ão bem martelado, / cão moído de pancada / e condoído do dono, / cão: esfera
do sono, /cão de pura invenção, / cão pré-fabricado, /cão-espelho,
cão-cinzeiro, cão-botija,/ cão de olhos que afligem, /cão-problema... rematando
com um sai depressa, ó cão, deste poema,
querendo obviamente enviá-lo para além:
o lugar onde, se pensa, existirá um diário junto a uma ladeira.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
dia não sei quantos cinco: por mais impreciso que seja o termo
É dia de adiar as cenas adiáveis e mesmo as cenas não adiáveis, é dia que e tal...
sexta-feira, 6 de junho de 2014
dia não sei quantos sexta: whisky a go go
Agora que penso nisso parece-me
outra coisa, com outros matizes, um bege estranho, um amarelo torquesa desmaiado,
assustadoramente diferentes do plano quinquenal elaborado e encomendado, não necessariamente
por esta ordem, por telefone, acho. Assusta-me igualmente não ter conseguido
ainda congeminar um plano de fuga daqui
em autocarro, ou mesmo num distante comboio, uma cena que me permita ler umas
merdas e fingir que olho a puta da paisagem enquanto magico nas tácticas
futuras do Sporting da Silva, isto sabendo de antemão que os possíveis e
hipotéticos (deixem passar) parceiros e parceiras da camioneta expresso ou do
comboio entre cidades não me vão perdoar a ligeireza com que afasto as
conversas e até mesmo os pensamentos sobre o caralho do joelho do Cristiano. Já
temos um presidente da república para pensar e até para falar sobre isso no
faice.
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