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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Amanhãs que cantam: eu já fui assim


[tendo em conta a fina e grossa ironia, já para não falar do filete afiambrado de sarcasmos, o qual está pela  hora da morte, desta vez, e apenas desta vez, não demonstramos qualquer arrependimento pelo recurso a imagens para a dinamização imagética do blogue, imagens essas que são sempre resultado da nossa fria irresponsabilidade, para não dizer irresponsabilidade fria, com licença]

sexta-feira, 25 de março de 2016

quarta-feira, 24 de junho de 2015

dia não sei quantos quarta mas aprece domingo: agora imaginem uma pata...

Um dia escreveu assim Dylan Thomas : a mão ao assinar este papel arrasou uma cidade; / cinco dedos soberanos lançaram a sua taxa sobre a respiração; / duplicaram o globo dos mortos e reduziram a metade um país (...) eu já volto com a revolta provocada pela qualidade dos livrinhos da Assírio& Alvim, aquelas edições bilingue dos idos noventas, umas merdas brochadas e que descolavam à primeira abertura, ou manuseamento, como de diz na apresentação de livros, por exemplo, na fnaque (acho que). Eu já volto.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

dia não sei quantos 354: seca

il est chaud. Ah, se está fechado vimos mais tarde.

[de salientar que iogurte grego que se preze só o natural ou açucarado, por exemplo o de stracciatella não acrescenta  mais do que um milímetro à nossa felicidade que já é curta]

segunda-feira, 10 de junho de 2013

dia não sei quantos 340: nem com 75% de cacau

Não sei porquê hoje parece-me do(r)mingo, mas sem os sobejos da jantarada de sábado.  Sendo domingo outra vez (para o Calders eram as terças que se repetiam), não tenho que recuperar os projectos adiados de sexta-feira, mais lento do que isto só mesmo dormind[g]o. Entretanto, lá respondi a dois anúncios (um terceiro veio logo para trás de requitó) com carta de representação e seboso vital, não tarda estou a vender as bandas desenhadas e a colecção de revistas (gosto de lhe chamar assim) na feira de velharias antigas (deixem passar) e antigas velharias (deixem passar). 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

dia não sei quantos 300: a estiva e o princípio da estiva


Estava a ver que não, ó pá tive que ir ao mar, passei na praia, espanquem-me, teve que ser, ó pá espanquem-me, tinha ficado a pensar na sílica, nos minerais, nos bichos mortos, nas pedrinhas, lembrei-me logo dos passeios do Beckett na Irlanda, caminhadas em terra e no mar, nadadelas, depois tive que me fazer a um hambúrguer fatela, o sol a bater, mas do árabe do Camus nem sombras, uma cerveja fresca, rochas, pedra, o mar por ali dentro. Mas como um dia escreveu Beckett, não basta numerar as pedras, e sentado na areia (seria Molloy?), diante do mar, as pedras espalhadas, contemplava-as com raiva e perplexidade, pensando quando poderia atingir os seus objectivos, sem aumentar o número de bolsos, nem reduzir o das pedras, simplesmente sacrificando-se ao princípio da estiva. Depois explico. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

dia não sei quantos 294: a senha


PA a atravessar a ponte. Quem? O PA a atravessar a ponte. Onde estás, no castelo? K. de Cão está contigo? PA lá vai a atravessar a ponte, caralho! Caralho não é a senha, cambio. Cambio também não, caralho. [ridos abafados] PA é que tem que dizer a senha. K. de Cão está aí?...

Entretanto acordei sem saber o caralho da senha, também tenho outro sonho marado, um jantar ou um almoço com cadeirinhas de terra, a mesa um monte de terra rectangular, mas agora tenho que ir acolá ver de uma situação que me encaminhe para o biscate técnico.