Outros nem isso. Não chegam. Simplesmente não chegam. Isto daria pano para as mangas de uma companhia de caçadores dezasseis, sargento incluído, e não fosse o intensómetro que alguns alcançam, lá chegaríamos, mais não fosse. Mas temos pouco tempo, não tarda será hora de ajeitar o pelo, ou isso, talvez dar uma engraxadela nas patorras, encaixotar cenas, limpar umas arestas (deixem passar), limar alguma da sujidade acumulada em vários estratos geológicos, ter à perna alguns insectos, nomeadamente xilófagos (não explico), dar de frosques carregado como um burro, animal por animal, já se sabe, e não é tudo. Temos projectos insanos, vertigens enroscadas em limbos fabulosos, mudamos o tempo verbal para desmistificar a personalização das cenas, confundimo-nos com a merda do mundo todos os dias. Eu diria que, como um dia escreveu o Cortázar, certos dias, sou maior do que o cavalo que monto, noutros, caio para dentro de um dos meus sapatos e dou uma queda fodida.
[a questão de um cão montar a cavalo um calçar sapatos, ou
mesmo sapatilhas, não é para aqui chamada (risinhos)]
imagem rara de um xilófago a alimentar-se...

