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quinta-feira, 9 de maio de 2019
domingo, 29 de junho de 2014
dia não sei quantos por acaso até sei que é domingo: considerações sobre a equipa das esquinas
"Onde os outros avançam, fico eu parado", afirmou em entrevista paranormal Ludwig Wittegenstein, quando questionado sobre as esquinas da equipa, perdão, a equipa das esquinas. Teríamos mais considerações a dar com o plural do título, mas não tarda sobrevoaremos o nosso olhar sobra a equipa das laranjas contra o cartel de Juaréz. Temos dados concretos e mesmo imagens subliminares que nos almejam algo de bom. Todo o resto é inquestionável.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
dia não sei quantos sinaliza a quarta: Wittgenstein vai à bola
Fazendo parte do registo (indisponível) de caçadores de simulacros e do
grupo de associados ao anacronismo à paisana, venho por este meio dar início a
um comentário post-mortem relativo à equipa conhecida (porquê?) como das quinas, e não (vá-se lá saber porquê)
dos castelos, como consta em vários
símbolos ostentados nas bandeiras desfraldadas nas marquises, desde dois mil e
quatro, pelo menos. Onde é que eu ia? Bom, das quinas e não das esquinas,
porquê?, pergunto-me. Antes de tudo, por imperativos do próprio artista. Depois
porque ficamos a ganhar com um comentário à posteriori, principalmente quando
não vemos o jogo em questão, muito mais que se fizéssemos comentários à
posteriori tendo visto o jogo em questão. No caso concreto, defendem alguns,
estaremos perante o falecimento de uma ideia de jogo, como prometido a um
conjunto de acasos que nos ajudaram a chegar ali, promessa essa (não julguem que fiz confusão com
comprometido, por favor), digna de uma metáfora de um qualquer autor conhecido
do César Peixoto, e que terá desaguado naquilo que designaremos de (recorrendo
ao pensamento cinéfilo): grande ilusão. Renoir perdoar-nos-á a impertinência,
se quiser. A césar o que é de César, nunca existiu ideia nenhuma, nem sequer a
ideia de que se calhar seria boa ideia existir uma ideia, não podendo
verificar-se a subsequente venda de banha da cobra baseada numa fonte de
inspiração que se reclama (apenas e só) filha e neta do filha da puta do acaso,
não o acaso lavrado nos anais literários mas o acaso cuja simplicidade nos
remete para a mais pura gíria popular: o piroco, o paio do lombo, a sorte
grande a que aludia Eça, juntando-lhe nossa senhora, verdadeiro ADN compósito
do nosso querido e adorado povo. Se a tudo isto acresce a existência comprovada
(ou não) de um Cristiano Ronaldo, queremos uma acareação, ou mesmo uma
clarificação, desde que pelos canais competentes existentes para o efeito.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
dia não sei quantos 315: o projecto é alienar toda a gentezzz
Zzz:
a culpa poderá ser do queixume, inibindo a capacidade
para meditar no problema, amiúde as causas revelam-se ao mesmo tempo
consequências, com os resultados que se conhecem, sobretudo nesse monopólio de
afectos que reportam apenas ao jogo da bola com os pés, vulgo clubismo dos outros, repare-se que nem
sempre as amostras revelam a sabedoria do todo, repare-se ainda na beleza de
outros jogos em a que a bola se joga com as manápulas, mais belo?, certamente mais fácil,
não lembra ao diabo a bola jogada com os pés, a não ser a esses vilipendiadores
gourmet, vulgo canibais, e outros que tais (embora com carnes diferentes) na planície
do grande Khan que jogavam com cabeças, mas alguns iam a cavalo. Posto isto, merdas
que nos compõem a ordem cerebral, celebra o Citati que: a fantasia dos artífices nómadas gosta de grupos, de combinações, de
densas e inextricáveis composições de massas. Trata-se do génio animalista dos Citas. Por exemplo.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
dia não sei quantos 95: nasceu-me a razão?
Acho que começava por cortar os pulsos para beber o (próprio) sangue com
vodka, fazer uma bloodka, na boa, acho que começava assim o sonho, para dizer
verdade não sei se era bem um sonho, por vezes, já tentei explicar isso mesmo,
por vezes, não distingo com a clareza necessária o real do não real,
empacotando a coisa numa espécie de carrocel surreal, coisa que os surrealistas
não desleixaram, suponho. Tenho livros sobre isso. De qualquer modo, dei por
mim, a páginas tantas nocturnas, fodido, fodido para perceber como quarenta e
cinco minutos de futebol, podem cooperar para, cada um à sua maneira, desmistificar
a evolução do ser humano, assentando-o no final, bem no final, da cadeia que
este supostamente encumeia.
Não satisfeito, o destino, ou isso, hoje pela manhã, pelo final da manhã
para ser mais consistente, desfecha mais esta
bordoada, no inútil. Como diria o Rimbaud: “escravos, não amaldiçoemos a vida”.
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