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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

dia não sei quantos oito: e o sete?

São variadíssimas as técnicas de procura de e as técnicas de apresentação para, do outro lado, não raro, estão técnicas habilitadas para receber ou orientar as técnicas atrás referidas, também se verifica (deixem passar, por favor) a existência de técnicos, mas não de técnicos de procura de e de técnicos de apresentação para. O resto, dizem, é fácil. 

domingo, 2 de junho de 2013

dia não sei quantos 332 e tal: SOS e tal


[respostas a 3 anúncios de (des)emprego com carta de representação e respectivo seboso vitalício incorporado, todos diferentes, todos iguais: arrisque para ver se petisca]
 Sobretudo, fantasie...

terça-feira, 21 de maio de 2013

dia não sei quantos 320: como um cão sem osso


É só um segundo que vou escrever uma carta de representação, actualizar o CV com os cavaleiros na tempestade, deixem os putos brincar, vou imprimir as cenas, arranjar um envelope jeitoso, eu já venho, não tarda nada…pronto já está, quinze minutos de preenchimento do dia. Não tarda lá vai o Cão ao correio investir em mais uma carta registada sem aviso de recepção, vai sem aviso de recepção, vai com disponibilidade para viajar, vai com formação e experiência compatíveis, vai com boa capacidade para ter capacidades boas sem que isso tenha qualquer relevância, vai disposto a integrar-se numa equipa jovem de acordo com as capacidades demonstradas na remuneração em constante desenvolvimento profissional. Vai para o caralho. A rádio hoje toca para o Manzarek.  

terça-feira, 7 de maio de 2013

dia não sei quantos 306: reavaliação do produto


Amanheceu cedo para estes lados: abandonei o beiral soturno e fui-me a um chá verde com torradas feitas naquele pão que chega embalado dentro de um saco, como os putos transportados pelas cegonhas, devidamente fatiado, homogéneo e com a genética toda fodida, chama-se pão, alguns dizem que é rico outros meio bimbalhado, mas no final o que conta é a manteiga, tem que ser manteiga. Encaixei seguidamente a fronha no reservatório de informação literalmente (in)dispensável, respondi a dois anúncios de (des)emprego, carta de representação, vitae fortíssimo, aiaiai quem escorrega também cai, pensei em reavaliar o vitae em grande, urdir informação, ser criativo, empreender merdas ao mesmo tempo que vou inventando a informação a expensas da criatividade, quando a páginas tantas cheguei ao sushi cycle, ou isso. A partir desse momento nunca mais fui o mesmo, pelo menos até agora, e já passaram umas duas horas ou mais.
                                                                                                  




verymotivationalaiaiai

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 203 e tal: as coisas lixam-se


É isso, já estou de volta, foi apenas uma ferida superficial, eh…eh…não tenho feito grande coisa, pensava nisso há pouco, quero dizer, tenho feito coisas com a sensação de não realizar nada, de não atingir grande coisa, respostas a anúncios de emprego aos montes, abrir o leque –  mais?, ao ponto de parecer uma velha prostituta, sem ofensa às putas, sem ofensa às putas, registe-se. Praticamente já ninguém nos responde sequer aos e-mails, a não ser para aquela cena de comissionistas, eufemismo para não existir qualquer graveto base, ou isso, já a sabemos toda, e ainda assim, arrumamos o nosso saco de ossos e vamos fazer uns testes, umas provas, para técnico superior, técnico inferior, assistente da técnica, sem técnica mas com grandes assistências, um fartote de previsibilidade, um final a lancetar qualquer desmentido categórico de progressão.  Não sei se estou calmo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 193: testar a conexão inexistente


A primeira parte da manhã arrematou o primeiro prémio de ode à dolência da fundação dos governantes aparentados, e o segundo prémio comendador Astúrias para um artigo didáctico em português pré-acordo ortográfico sobre a dormência como uma das belas-artes, e assim foi. Depois fui correr. Tive que devolver os prémios aos cabrões, estes cabrões estão sempre atentos nestas merdas, já noutras, afogam o ganso e dão de frosques, essa merda revolta-me na medida em que fico assim para o fodido e sou até capaz de cenas absolutamente desvairadas e desguarnecidas de qualquer sentido. Entretanto já preparei duas respostas a anúncios saídos de meios de comunicação escrita do mais fino quilate, daqueles em que as putas se anunciam como agentes de convívio para cavalheiros de nível, com formação superior, as putas, e eu a objectar com carta de motivação extra e CV devidamente impressos e prontos a enviar pelo correio, ou isso. Aja graveto. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

dia não sei quantos 186: tenho evitado pensar nisso


Correr atrás do prejuízo, mas onde está o prejuízo?, lá fui correr sem saber onde é que parava o prejuízo, esta cena dos ditados, dos aforismos, parece que as boas contas fazem os bons amigos, mesmo em estado grave, e essas contas que te avisam amigas são, pensava nisto, escutava You la Tengo – outra vez a merda dos you la tengo?, contra a maré, o sol doidivanas a aquecer as hostes, miríades de pensamentos a tentar formar caudal ofensivo, o cérebro a resvalar inexoravelmente em cada esquina neuro sensorial, esquemas rotativos a surgirem do nada e as pernas a darem de frosques com o peito a ruminar catarradas, ou isso. Disfarçadamente, um corpo transportava-se além, primeiro a ponte aérea, paragem, depois o trajecto inanimado pelas tascas, a cidade toda a tasquear, chusmas de passeantes sem rumo, esplanadas a debitar imperiais, finos, garrafas a gosto, misturas, o sol a dar para o torto, paragem, cuidado com o Favaios à direita, com licença, a estrada de paralelepípedo, sonhos a brotar da calçada, sonhos esmagados na calçada, um corpo sobe ainda, a ladeira enfim, se rebola, se cai, agora. Depois ainda sol, a desmama da manhã, a sopa de legumes e um enlatado gourmet [risinhos] para destapar a marosca ao dia. Mais uma resposta a um anúncio, repetição, o mesmo de quando?, já terei respondido?, não seria o tal?... as vozes vinham agora de longe, não sei porquê apeteceu-me ver o Elephant  mais uma vez, aquele cena da moça de fato-de-treino a olhar o céu, a cheirar a morte?, sei lá…estou confuso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

dia não sei quantos 130: serviços mínimos?


Um, dois três, quatro e-mails com Vitae incorporado, um deles com carta de apresentação motivacional e tudo, mais uma resposta directamente através de um site e tal, muito obrigado, irá receber no seu e-mail um comprovativo, fico a aguardar, já está. Na realidade e em verdade vos digo, sigo todos e vários trâmites, desde o telefonema balofo para meter a colherada algures, ao telefonema maquiavélico de subúrbio para dar a entender não sei o quê e saber coisas não se sabe muito bem sobre o quê, também ando pelas ruas – esta é uma sugestão centro de qualquer coisa emprego, contada algures, contada ninguém acredita –, ando pelas ruas, juro, porque parece que nas ruas se encontram pessoas, a ver vamos, e depois com essas pessoas podem acontecer conversas e sabermos coisas, e assim ando pelas ruas ao amanhecer nem tanto, mas ao entardecer gosto, mas já gostava dantes, sempre que podia andava pelas ruas, ao amanhecer nem tanto, só de directa. No tempo em que era um desempregado em part-time (também já fui muito empregado em full-time) e fazia biscatada técnica para além de outras coisas, como fazer o trabalho que outros apresentavam como seu, recordo-me que era, de certa forma, mais bem-aventurado, não sei porquê, e mais inocente, ou isso. Agora serviços mínimos, o caralho!, eu desunho-me, ou nem tanto, serviços mínimos, o caralho.  

domingo, 11 de novembro de 2012

dia não sei quantos 129 e tal: arrumar carros em viatura própria

Entretendo-me com valentia, lá enviei mais um Vitae sem carta de representação que se faz tarde. É preciso aceder ao mais fino quilate do pensamento, para suportar com galhardia intrépida todas as demandas preferenciais ou indispensáveis, correndo o risco de exclusão, por não cumprir todos os requisitos, ou satisfazer requisitos a mais, tendo em conta a experiência definida com a minúcia do relojoeiro. Viatura própria. E para arrumador, como será?

domingo, 28 de outubro de 2012

dia não sei quantos 115 e picos: ora toma lá, domingo

Ainda não são sequer doze horas e trinta e nove minutos do novo horário de inverno - mas não estamos no outono?, e já enviei dois curriculum vitae com nova carta de representação a tiracolo, personalizados, por e-mail, desabitados de qualquer expectativa, ténues na sua materialização digital, ou isso. Do outro lado, não se sabe bem, nem porquê, uns tipos ou tipas abrem o e-mail e começam uma segunda-feira intoxicada de resmas de CVs e solicitações mais ou menos desalentadas, e, entre risinhos nervosos, risinhos de contentamento inquieto, isto se observarmos bem evidentemente, declaram: estão bem fodidos. Mas para isso acontecer ainda faltam umas horas. Calma. 

domingo, 21 de outubro de 2012

dia não sei quantos 108: síndrome dominical


O mais interessante até este momento é a concorrência que simulo a mim próprio, ou em mim próprio, ou a concorrência que faço a mim próprio, ou nem tanto, num eu contra mim que transpõe a cena do anjinho e do diabinho, um de cada lado da cabeça, mais isso que aquilo. Neste circunstância inusitada das catorze horas e picos, atesto que já enviei um curriculum vitae e respectiva carta motivacional em e-mail lacrado com aviso de recepção e tudo. Agora vou ali reciclar-me.  

domingo, 14 de outubro de 2012

dia não sei quantos 101 e tal: trouxe-mouxe


Uma, duas, três, três respostas a anúncios, três e-mails com curriculum vitae e carta respectiva de apresentação ou representação, sempre com o olho na substância motivacional, consolidada naquela cena de sair de casa e andar sempre à coca, isto e mais aquilo, a conselho de entendidos em técnicas de e para supervisionar a técnica de desencalacrar-se, ou nem isso, nem isso.

domingo, 16 de setembro de 2012

dia não sei quantos 73: objectivo trabalhar


Um domingo também começa assim: cedo, quer dizer, mais ou menos cedo, pequeno-almoço razoável e uma vontade indómita de ter vontade, nesse momento já estás sentado ao computador e (re)começas, outra vez. Respondes a anúncios de emprego, contas, um, dois, três, quatro, cinco, vacilas no sexto, este não vale a pena, recomeças, relês, tim-tim por tim-tim, escapou-te ali uma cena, duas, já foi, pormenores, fazes a coisa personalizada, um a um, é no que dá. Entretanto, crias o teu próprio anúncio, ponderas as possibilidades, a tua economia paralela, tem que ser, resultará como das outras vezes?, quantas foram?, relês a coisa, isto vai, afinal vai, juntas a técnica ao desenrasque, os conhecimentos, todos, experiência, academia, leituras, tudo, lá vai, lá vai. Pausa. Impressões em papel. Mais tarde, logo mais para a tarde, vais fazer as procuras espontâneas, voluntárias, aleatórias, exploras outras áreas, sabes que pode resultar, pode resultar, e com sorte terás direito a passar recibo. Até já. 

domingo, 9 de setembro de 2012

dia não sei quantos 66 e tal: empregar-se no domingo


São quatro horas da tarde, para aí, e já respondi a 3 cenas de emprego, com e-mail personalizado, carta de motivação, CV com fotografia actualizada, referência ao que vai, e mais não sei o quê, faltando talvez acrescentar algo sobre as possibilidades ínfimas do Sporting ser campeão este ano e as proezas sexuais do presidente ex. Clinton, mas parece que não podemos ou devemos enviar demasiada informação. Entretanto limpei uma assoalhada e meia da casota e comi qualquer coisa que não posso precisar com certeza.

Agora gostava mesmo era de ir à Eurovegas, mas ainda não abriu. 








vegaseuro

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

dia não sei quantos 46: post-it


Foi logo caminhada estilo casual, ida e volta, matutando ao sol, dissecando a rapaziada do Sporting ontem, em mais um jogo ganho se o futebol não tivesse balizas.

[LEMBRAR: projectar a semana: BEP e Classificados]

segunda-feira, 9 de julho de 2012

dia não sei quantos 12: planeamento


Projectados dois concursos e um registo. A semana começa bem. Não esquecer de ver classificados. Ler. Tentar ler…

segunda-feira, 2 de julho de 2012

dia não sei quantos 5: tu és um cavalo de corrida…


Foi logo a correr. Os classificados estão tão merdosos que metem dó. Os do correio da Manhã são indicados para semear a discórdia entre as famílias (já para não falar do putedo) e os do Expresso são um panfleto sórdido para gurus de não sei o quê…gosto dos do Record e o JN lá do Norte traz tantos empregos como o velho Calinas. Carrego um formulário às costas, enquanto penso naquela cena que deu na SIC, uma merda qualquer sobre a imagem, e o aluguer de roupas para entrevistas de emprego. Só visto. Tirei logo o boné e fui bater num puto que estava por perto, bem mais pequeno do que eu. Às vezes temos que bater em alguém. É sempre a correr…

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

dia quatro: anúncio

Esta apanhei no JN e até já me havia esquecido, os gajos pediam um: técnico de salários. Foda-se, quem é que não quer ser técnico de salários?, ou, quem não quer ter um salário?, ou até ser assistente técnico do técnico de salários? Concorri logo. A ver se me respondem

sábado, 14 de novembro de 2009

dia dois

Ao sábado a perspectiva levantar da cama é assombrada pela visita alcoólica do dia anterior, dizeis-me, o que, vindo de gajos, segundo creio, pouco escandinavos tem o seu quê de luzerna na minha pesada cabeça. Mas não, não, não e não, quase todos os dias noites, isto é, vésperas de dia seguinte, ou um seu sucedâneo, normalmente ocorre um encontro já não sei se é com o Jekyll ou Mr. Hyde qualquer coisa álcool, assim como assim todos os santos dias se lêem os jornais e se consulta a Internet na demanda infrutífera e sobejamente canina de um trabalho. Não é que não tenha trabalhos, assim como não é que eu não tenha mais nada de importante para fazer do que beber, mas é que, é que, ler, foder, comer, levantar da cama e ter montes de tempo e perspectivas de montes de tempo ao longo de um espaço temporal alongado é um bocado fodido, a não ser que um gajo seja um desses mandriões genéticos ou sei lá, um escritor, mas esses têm acho eu um método, disciplina, e alguns agora até consideram a coisa um trabalho, por isso vou até pesquisar sobre alguns que consideram escrever como um trabalho, enquanto não chega a hora de beber um copo, ou de ler o jornal, ou de morder os classificados.