sábado, 15 de março de 2014

dia não sei quantos sejam ao sábado: estímulos

Para o processo de realojamento do meu cérebro deverão ter contribuído algumas linhas lidas de passagem e um carregamento de burrices à lá garder (?). Um tipo Cão não aprende porque cai, aprende quando começa a ter dificuldades em levantar-se. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

dia não sei quantos quinta e tal: para sua comodidade passe a pagar por débito directo?

A coisa começava (isto ontem), a coisa começava com[o?] uma lembrança ténue, como aliás todas a lembranças, desembocando na frase de um velho amigo que um dia escreveu algo como calçada muda, ou isso, o silêncio que verte das multidões, o silêncio mais vazio, teria eu acrescentado, nada disto fazia sentido naquela janela perto do sítio onde os humanos olham para cima, a janela até serviu fria essa lembrança misturada com uma data de merdas que não encaminhavam qualquer pensamento, mas depois qualquer coisa inchou como um balão, e toda a gente sabe que quando as merdas incham forçosamente desincham e passam, a alternativa é rebentarem. Toda a gente sabe disso. Num momento que é um repente (deixem passar por favor), ou melhor, nesse momento que foi um repente, a boca cheia de metáforas deixou de fazer sentido, todas a palavras eram desnecessárias ali, eflúvios de merdas cinzentas (ERA MESMO A SUA COR) assomavam à boca em forma de riso, mas sem som, nenhum som conspirava contra aquele momento, um repente sem nenhuma direcção como algo adquirido. Apenas depois as coisas assumiram formas, interrogações, umas maiores ???? outras nem por isso ???, outras ainda de roupagens quase unicelulares ?????????, outras a derraparem para ??ZZZzzz?. Entretanto fui ver da conta da água. Quaaaaanto?

quarta-feira, 12 de março de 2014

dia não sei quantos quarta e tal: estão hoje fundos os pássaros

Não me sai da cabeçorra, um dia Ruy Belo escreveu assim: É tão depressa dia e nada nos redime / Alguém não despertou ficou na noite / Vieram da manhã uns homens que varreram / a restante alegria destas ruas / A criança na roda cantará: / estão hoje fundos os pássaros / estão hoje fundos os pássaros / quem no-los tirará de lá? / Tão vasta como o mar a nossa dor / alguém nos poupará de nela naufragar?, ou nem isso.  

domingo, 9 de março de 2014

dia não sei quantos domingos são: algo trabalhava por detrás da sua fronte

A questão da preparação e realização/concretização do bacalhau à Cão não é de somenos, antes representa o fino quilate de várias luas a uivar conjugando as várias partes do cérebro até fazer sangue, ou isso. Deixemos a receita para depois [aliás a cena foi ontem], entretanto, atentemos em coisas que desvariam a nossa remota atenção, merdas importantíssimas que culminam em frases dilacerantes e eternas, frases cujas palavras vão ganhando vida até nos esquecermos delas, palavras que se fundem com o ar que respiramos, fundamento de toda a poesia que é o silêncio. Palavrais, dizeis-me, não, não palavreio, refiro-me a palavras que no dizer do sem nome de Hamsun são postas na boca, brotam, por assim dizer, ordenando-se em contextos, desenvolvendo-se em situações, culminando em conjuntos onde se pode ler: algo de mim mesmo tinha passado para aqueles sapatos, ou era tempo de outono, no meio do carnaval da morte. Mais a mais o horário de beneficência tinha passado, por exemplo. Por assim dizer.     


[entretanto, limpeza da casota: a vida é fodibela]

sexta-feira, 7 de março de 2014

dia não sei quantos sexta dia de adiar: aicu


Antes de ver a cena do portão e da torneira abri o livro: o gosto faz ajustamentos. Dar à luz não é da sua conta. Escreveu assim um dia o Ludwig, isto em 1947.

[entretanto um primeiro pensamento matinal assinalava que, antes de outra coisa, não sabemos se é o HH (Herberto Hélder) que se esconde ou se é a malta que não o procura, mas pronto]

quinta-feira, 6 de março de 2014

dia não sei quantos não interessa agora quinta: esvazia[r]


...era um início excelente para um pouco de tudo, escreveu um dia Hamsun, mais ou menos pela mão de um tipo sem nome. Vamos a isso.

sábado, 1 de março de 2014

dia não sei quantos até ver sábadooooo: reverter para rascunho

Num quadro alargado de criação de sinergias [risinhos], ou isso, resta-nos a invocação de uma janela. A cena com a sua roupagem de poesia virá depois. Entretanto, enquanto a coisa está relativamente incólume convém dar uma olhadela: ……………... sente-se que um invulgar cocktail de merdas competem entre si (deixem passar) por um espaço igualmente merdoso e acanhado, mas revestido por um papel de parede que perspectiva um horizonte sem fim, ou ao contrário , não se sabe. Nada está escrito sem estar escrito (deixem passar), e o medo , às vezes, chega para alimentar até uma alcateia de cães, que aguardam somente que o vento mude de feição (záaaaas). Já terá mudado?