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domingo, 13 de outubro de 2013

dia não sei quantos domingo com chuva da nova era: cuidado com a entrevadinha dos canaviais

Para começar não há nada mais relevante do que. Depois isso. Quase nada terá mudado, ouço da voz atrás de mim, uma voz cuja soturnidade intercede pelas nossas penas, um desejo absurdo e cesariano de sofrer, pois toda a gente sabe, mas apenas o Casares o escreveu que : uma grande tristeza dá liberdade.  Posto isto, aqui vai o caralho da lista:

- Arranjar tempo para ler como o caralho;
- Não esquecer que a leitura não salva mas amortece;
- Deitar para trás das costas a merda que já não cabe à frente;
- Não pensar demasiado no ponto anterior;
- Não dar de barato a destruição de células cerebrais;
 -Descansar sempre;
- Tratar de encontrar uma outra forma válida de arranjar graveto que se veja;
 - Aguentar na medida do possível a forma (in)válida actual de arranjar graveto (sendo que este graveto é microscópico), enquanto a forma válida do ponto anterior não se verifique;
- Levantar a crista e endireitar os costados, caso contrário nada dos dois pontos anteriores contribuí um pentelho para e tal…
- continuar  apensar nisto

terça-feira, 16 de julho de 2013

dia não sei quantos 376: continua

Afinal existem ainda objectivos com C. de Cão, esperemos que não se transformem em situações K. de Cão, temos tido a oportunidade de observar in loco merdas que nos transportam para esses milésimos de segundo que medeiam o embate e a respectiva queda ou chapão, nem sempre é bonito de se ver, nem sempre dá tempo para ver outras merdas em película polaróide. O melhor é fazer uma lista:

joelho – melhor
tornozelo – melhor
corrida – nem vê-la
passeatas – mentais (estamos de volta)
leituras – algumas
respostas a anúncios de emprego – 3 ou 4, entretanto
planeamento – inexistente
perspectivas – fodidas
biscates técnicos – a carvão
cenas culturais – ah?
desgaste do material – preciso de mais linhas para dar vazão ao tema
mioleira – roupagem informal a caminho de formal

(continua)

sábado, 27 de abril de 2013

dia não sei quantos 296: comer qualquer coisa, ou isso


Também está bem: antecipação da limpeza da casota - um sábado como os demais seres humanos, aposta aí que ainda vamos ao mercado, madruguices, um desenjoo original, chá preto, torradas com manteiga e marmelada, que cheirinho, Cranes na grafonola, um ventinho amistoso a recordar-nos que tudo levou e levará, um azul envergonhado a tolher o céu de quimeras novas. Depois logo se vê.

[voltar a ler/corrigir a cena, ou amanhã?; listagem de compras extra; aguardar a presença de seres humanos bem-vindos à casota; comer qualquer coisa] 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

dia não sei quantos 39: nevoeiro


Segunda-feira projecto: caminhada.
Segunda-feira projecto: limpeza computador (ver cenas de jogos).
Segunda-feira projecto: candidaturas a cenas de emprego (não são por aí além).
Segunda-feira projecto: pensar nos biscates do costume (para Setembro).

(ups: ver cenas das fotos, registo e tudo...bah)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

dia não sei quantos 35: parábola e fragmento


Um tipo acorda e já está a ouvir coisas sobre indicadores económicos e índices galopantes de qualquer coisa, como se isso fizesse parte das nossas necessidades mais imediatas, já para não falar no invólucro de normalidade onde nos são apresentadas, avulso ou por grosso, como outra merda qualquer. E eu que tinha umas listas para organizar, coisas para o dia, coisas mais simbólicas, e depois uma lista de livros e discos para ouvir, para comprar a coisa terá que ser revestida e colorida com empurrões e dinâmicas de rotação e translação. Tipos morreram na fogueira por pensamentos e livros bem mais inócuos, emociono-me por momentos, é sempre assim com tipos que morreram na fogueira por lerem ou escreverem merdas, e ainda hoje há tipos a morrerem em fogueiras reais e alegóricas, tipos e tipas perseguidos por dá cá aquela palha, gente com medo, ou borrada de medo, gente corajosa de medo, parece mesmo que o Kafka tinha razão, deixa ver se percebo: “Só existe um destino, nenhum caminho. Aquilo a que chamamos caminho é hesitação”. Entretanto, fui correr. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dia não sei quantos 13: o Púchkin


Não sei mesmo com estava o sol, abri a janela e fui por ai fora, por entre o casario e um monte imaginado. Não sei mesmo como acabou a noite, sem instigação alcoólica, tu queres ver que não desvario. Depois a programação do dia. Listagem: poesia. Escrever uma carta de apresentação [copiar a anterior].  Enviar curriculum vitae para a Lusófona. Olhar o céu.  Ginástica. Passear. Diz o Púchkin: Voa a juventude gulosa/ a engolir conchas marinhas,/Gordas prisioneiras e vivas/. Eu cá ontem comi peixe. Não sei se vale.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

dia vinte: uma lista full

Cito de cor a lista de trabalhos e serviços prestados nos últimos anos em part e full time:
Explicador; balconista; centro comercial: diversos; investigador; executante de trabalhos académicos para outrem; distribuidor de publicidade; estudante pós graduado; barman; vendedor; dinamizador de eventos; técnico inferior e superior; letrista sem banda; empreendedor de ideias. Registe-se, apenas para que conste, que vários trabalhos me foram recusados, ou ignominiosamente não correspondidos, por razões totalmente alheias à minha pessoa; decisões baseada, segundo creio, em preconceitos, em mal entendidos, ideias preconcebidas e a mais pura ignorância. Ainda recentemente desejei, de forma inflamada, ser distribuidor de gás ao domicílio. Mal interpretado, ainda concedi, ressalvando a necessidade de um trabalho, primeiro, e depois de algo físico, algo sem vertente aplanada intelectualmente. E em full time.

[ps: algumas leituras - os técnicos Ascher/Choay e Sebald]