terça-feira, 11 de abril de 2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

um conselho aos humanos que sabem ler umas merdas em inglês

aqui vai:



desculpem...não é isto...eheheh... agora é que vai:


agora vou ali digerir o que resta da sopa à chuva... com licença.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A amígdala é crucial para o medo, disse ele

É incrível como a vida é prosaica, não num sentido, digamos assim, despoético, não, será mais num sentido (deixem passar) da banalidade do real, o que em si mesmo funciona como uma pós-verdade (isto para mostrar alguma actualidade num recinto onde a trivialidade reina), isto é, um caldinho de merdas tão grande que o termo pós-modernismo já não conseguia abarcar, e olhem que o caralho do pós-modernismo era um bidão espacial do tamanho daquelas cenas que o Soviéticos colocaram à deriva no espaço que é de todos, ainda assim o pós-merdinismo, perdão, o pós-merdinismo da pós-verdade, fica muito aquém, vão-me desculpar, daquela sua prima jeitosa, a inverdade,  isto para não ir muito longe. A vida é de uma prosaicidade (existe, existe) tal, que nos convence da sua beleza (que ninguém repara), e quase nos convence (se estivermos realmente despertos) que todos os dias se aprende alguma coisa, como eu bem o senti hoje, enquanto colocava as camisas na máquina de lavar juntamente com o polar preto, umas meias, dois pares de cuecas e outras cenas indecifráveis, tudo em modo lavagem rápida, para depois sentir uma alegria indescritível (meia hora depois para ser mais concreto) ao observar as camisas impecavelmente lavadas e quase passadas a ferro (a qualidade do material das ditas ajuda –  bem hajam fardas belas), sem precisar de nada mais que não o sol a versejar lá em cima. Depois fui engraxar umas botas CAT, já com o fito de colocar os lençóis polares numa experiência alquímica com a máquina de lavar. Tenho uma vida muito interessante, para não dizer prosaica. Vou agora ouvir isto e esperar o picheleiro para mudar o autoclismo.  

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O cérebro, a amígdala, e o amante dela

Ontem comecei por escrever assim: sem tentar afugentar o lirismo fácil das emoções, estando estas a reboque, ou não, de condicionalismos mais ou menos exteriores, afirmo que nem sempre é fácil encontrar livros, ou mesmo obras de cariz ponderadamente literário/cientifico, sem que demasiadas insinuações técnicas nos levem a desbravar caminho através de outros mecanismos, desaguando, não raro, em apeadeiros de verdadeira fancaria editorial, como facilmente se observará em qualquer escaparate das nossas (assim ainda hoje denominadas) livrarias. O caso de Daniel Goleman, não sendo único, condiciona a nossa (modesta) atenção por alguns momentos, desde que isso não interfira com os resumos dos jogos da premier league. Isto foi ontem. Hoje acrescentaria o Oliver Sacks, ambos injustamente colados ao plinto efémero que enxameia as nossas (ainda assim denominadas) livrarias. Comum a estes dois, o estudo do cérebro e uma mão amiga que os fez desaguar na casota. Mas não posso deixar de sorrir imaginando algumas unidades anatómicas humanas, naquele momento inicial de desfolhamento, ao lerem: o funcionamento da amígdala e as suas interacções com o neocórtex estão no cerne da inteligência emocional, ou na arquitectura do cérebro, a amígdala funciona assim como uma empresa de segurança cujos funcionários estão sempre prontos a chamar de urgência os bombeiros, como, por exemplo, escreveu Goleman no seu livro  “inteligência emocional”. Mas tudo isto foi antes ou quase ao mesmo tempo da leitura de uma entrevista de António lobo Antunes a um semanário, leitura essa que teve como consequência quase imediata a ingestão de um copo de água e duas saídas desvairadas à rua. António Lobo Antunes seria um escritor extremamente interessante, para não dizer genial, se não escrevesse, ou se não tivesse escrito os seus últimos (assim denominados) vinte livros, António Lobo Antunes, seria um grande escritor de livros se, e só se, se ficasse pelas entrevistas, por algumas crónicas em jornais regionais, compartilhando o seu cérebro, amígdala e neócortex com a gente, em suma, António Lobo Antunes seria um grande genial escritor, se nos permitisse imaginar algumas das suas obras a partir das suas entrevistas, sem nunca as ter escrito. Isto para o bem da humanidade, permitindo, ao mesmo tempo, um Vila-Matas de volta às lides com um livro sobre escritos apócrifos, imaginados por cérebros caseiros a partir de entrevistas falseadas. Agora vou limpar a casota. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

a descrição da infelicidade

Foi mais ou menos assim: eu tinha acordado por volta das 4h da madrugada. Olhei o relógio e sorri, lembro-me bem. A cena seguinte foi já devidamente embalada pelo sistema sonoro fornecido pelo antiguinho blackberry, de cuja garganta tudo se pode esperar. Saltei e vociferei o costumeiro “não acredito”. Na terceira cena deste episódio já tinha as calças e trinte camadas de roupa a guarnecer-me o corpo. Lá fora a escuridão gelada não dava tréguas (imaginei). Engoli meio croissant do dia anterior mais ou menos à pressão do chá verde. Por que carga de água tinha eu que me deslocar ao trabalho àquela hora? Sete, sete e picos. Já não recordava bem a razão, mas sabia que tudo aquilo fazia parte de uma conspiração internacional articulada com uma conspiração cósmica de cariz um tanto ou quanto religioso. Corri para apanhar a boleia enquanto matutava nisto, naquilo e naqueloutro. A coisa foi relativamente rápida, quando dei por mim tinha o corpinho outra vez em casa e uma longa fila de merdas para fazer, não fosse este o dia mais cumprido do ano. A saber: lavar e secar roupa; proceder à lavagem, praticamente total, da casota; arrumação de umas cenas que incluíam livros (gritos!!!!!); confecção de uma sopa onde um dos ingredientes principais seria o nabo; banho e corte dos pêlos faciais; almoço tardio; leitura e observação (possivelmente) de um filme. Refundir as séries para mais logo. Organizar outras cenas. Enquanto escrevo “outras cenas” ganho coragem para, humildemente, mergulhar no caos mais generalizado ou na descrição da infelicidade, segundo W.G. Sebald. Acho que vou optar pela segunda, ou, quem sabe, misturar tudo. Gosto de dias assim, dias de alma ocupada. Ou isso. Bem hajam. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

ups

um bom ano humanos... 2017, é claro, deverá ser muito diferente dos demais, já agora não se esqueçam de comprar casotas novas, perdão, abrigos, para os vossos putos, perdão, cães, não se preocupem comigo...eu já estou servido cabrões...
eu volto já com cenas muito importantes da vida de um cão, cenas que, pela sua intrínseca novidade anacrónica (deixem passar), deverão ser plenamente do vosso desinteresse, para não dizer outra coisa que agora estou sujeito a um tempo cronometrado...ok?