sexta-feira, 7 de junho de 2013

dia não sei quantos 337: avaria

Eu já volto.

(Post-it: também preciso de werther's original em tubo e cerveja; ver dos livros; marcar o ponto; adiar cenas)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

dia não sei quantos 336: faltar aos treinos

Para os meus dias, faça-me um orçamento para os meus dias, quanto valem?, quanto valerão estes dias? Olhe por exemplo hoje, sobe a ladeira desce a ladeira, nem sempre com hora marcada, e eu a vê-los passar, não há lugar na carripana, deixa estar, entretanto a unidade de cuidados de saúde maior que o campo de batatas com hortaliças do Paços de Ferreira lá vai acenando com a sua presença avassaladora, num cá vos esperamos cheio de boas intenções, anda o mundo cheio. Continuas a descer, páginas tantas estás na casota, entras sais, duchas, mas que merda é esta?, toca o telefone, venha de fato, de facto vais, não sabes, setenta cães a um osso roído, aqueces a sopa, vai embrulhada numa tosta à brasileira (depois conto), mau mau maria, tomas café, quase adormeces depois de ligares a TV, dois minutos bastam, olhas a janela, não tendo ido ao caralho dos treinos, rosnas, entalado nos escombros de uma imagem televisiva, mas com a TV desligada. Faça-me um orçamento, quanto vale esta merda?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

dia não sei quantos 335: mais nada


O primeiro que apareça, desde que saiba divertir, tem o direito de falar de si próprio, escreveu Baudelaire.

[hoje não é um bom dia para divertir]

terça-feira, 4 de junho de 2013

dia não sei quantos 334: andamento

Entretanto nasceu o sol e não dei conta. Horas depois deste acontecimento fui-me (deixem passar) a uma passeata de duzentos quilómetros a penantes em hora e meia. Suei como um burro – dizem os nossos conterrâneos, sem se preocuparem em saber se os burros realmente suam. Posto isto, aqui ficam os pensamentos da passeata de duzentos quilómetros a penantes em hora e meia, mais ou menos:
Na primeira parte pensei na questão técnico/táctica envolta em secretismos garroteados pela inteligência, a denominada dança de treinadores, os tabus merdosos que alimentam os pasquins. Rapidamente engendrei uma ponte de barcas para a presidência do Sporting, todas as notícias são manifestamente exageradas, mais cabazes de fruta podre, uma nova esperanto, assim seja.  
Depois pensei no lançamento do novo livro de poemas (ou de poesia?) de HH. O lançamento foi para fora do estádio. É vê-los a passar, os apanhadores, com um exemplar do espécime raro. Não tarda, vão no cacilheiro da Joana mais o palhaço ao circo (com o espécime raro debaixo do braço).

Também pensei em formas de andar à porrada com o tempo. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

dia não sei quantos 333: também fui ver do jornal


Só um segundo, já está, acabei de lerpar um iogurte daqueles naturais – quando o Cão era puto os iogurtes eram todos naturais, não? – ainda por cima cremoso, dizem que a marca é branca mas veio num paque  (deixem passar) de uma mercearia com o mesmo nome da marca que é branca. Não fiquei assim muito confuso, a manhã vai longa, estendida numa toalha cujo padrão consagra um emaranhado de cenas previsíveis e viáveis dentro dessa previsibilidade, uma manhã de segunda-feira que se apresenta como não inóspita, solarenga, com um ligeiro clímax antes do lerpanço do iogurte daqueles naturais – quando o Cão era puto os iogurtes eram todos naturais…conseguem ver o resto do filme, não?

domingo, 2 de junho de 2013

dia não sei quantos 332 e tal: SOS e tal


[respostas a 3 anúncios de (des)emprego com carta de representação e respectivo seboso vitalício incorporado, todos diferentes, todos iguais: arrisque para ver se petisca]
 Sobretudo, fantasie...

dia não sei quantos 332: SOS

[limpeza da casota: e o sol lá fora]
...até