E depois aquela cena da copologia, associada, ou não, ao
empreendedorismo como locomotiva de mudança da realidade através de soluções
sustentáveis e criativas e inovadoras, ou isso, potenciando uma visão desde
logo motivadora, o que nos leva aos copos propriamente ditos (e reais), ou não.
Estando o copo a meio, diz a ciência da copologia comportamental que
determinadas unidades anatómicas o olham como meio vazio, ao passo que outras unidades anatómicas observam esse
mesmo copo como meio cheio. Aqui
chegados já não é fácil manter as transições ofensivas para o bom senso,
todavia, antes que a loucura descomportamental tome conta de nós, convém
esclarecer alguns (poucos) pontos. Primeiro: que líquido se encontra dentro do
copo? É muito importante sabê-lo. Por moi, se for vinho bom (ou mesmo cerveja)
vejo esse copo sempre meio vazio. Noutro sentido, se se tratar de uma bebida
isotónica de baixo teor de nutrientes mesmo não incluindo beterrava com compota
de amendoim, vejo esse copo como meio cheio e digo que não quero mais. Segundo
ponto: a cor do caralho do copo. Não é preciso dar uma volta no IKEA para saber
que hoje em dias existem copos para todas as cores gustativas e putativas,
existindo mesmo copos simulacro de bebidas, a gente levanta escorre vira
(deixem passar) e não sai nada. A que caralho de copos se refere esta ciência
quando lança a infalível lança em África: vês o copo meio cheio ou meio vazio
(isto partindo do principio que vês alguma coisa)? Não sabemos, mas ficamos
logo motivados e criativos e sustentáveis e eventualmente copofónicos. Isto
para chegar ao “p”. “P”de parte e “p” de part.
Desta vez explico: estando alguém a trabalhar (honestamente ou não) em parte,
isto é, em part-time, ou tempo parcial, este estará empregado (aqui podemos
avançar também com os famosos biscates técnicos) em parte , isto é, em tempo parcial,
ou estará desempregado em parte, isto, é em tempo parcial? Isto sem contar com
as estatísticas, demografias, infografias e afinidades formativas ou de
formação. Deixo aqui a parábola e vou ver da sopa e da marmita.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
quarta-feira, 8 de maio de 2013
dia não sei quantos 307: também digo
…É que os livros
são por caso o único artigo em que sou mais rico que os meus vizinhos,
escreveu um dia De Quincey, [na sua introdução aos tormentos do ópio], estava
eu a ler isto, pausadamente, mas carregando uma irritação cujo canastro media
forças com uma daquelas grandes penedias que se podem observar no Gerês, quando
escutei: e olha onde isso te levou.
Lá fora um pássaro cantarolava protestando uma felicidade sólida pese um céu
plúmbeo, [estava a ver que não conseguia meter esta aqui] fechei a porta e por
momentos, apenas uns breves instantes, um sorriso mordeu a minha face. Depois
fiquei a ruminar o biscate técnico.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
dia vinte
Ontem dia dezanove: foi daqueles que nos remetem para a integridade de um empregado em part-time. Hoje acordei desempregado em part-time.
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