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domingo, 18 de novembro de 2012

dia não sei quantos 136 e tal: e a noite começou assim:

Por falar em redenção, também precisamos de cebolas...

[em breve este sítio terá imagens, mas ficará igualmente enfadonho]

sexta-feira, 13 de julho de 2012

dia não sei quantos 16: habilitações


Outra vez sexta-feira. Projectos novos/velhos se avizinham…para a semana. As “tentativas” de emprego são isso mesmo, “tentativas”, somas de serviços mínimos, formas de aplacar uma pretensa ira dos deuses da burocracia. E assim são vistos por todos, sem excepção, um protocolo pouco versátil, a juntar à fiscalização quinzenal. Na televisão, uma geógrafa afirma que apenas foi chamada, no decurso de um ano, uma vez pelo centro de desemprego. Quando se apresentou no putativo cenário de trabalho, o lugar já estava preenchido e era para uma cena qualquer de aulas de espanhol, pormenor para o qual a dita nem tinha habilitações. Como escreveu o Bataille: “A partir dessa época. Simone contraiu a mania de partir ovos com o cu”. É na “história do olho”...para as habilitações. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

dia não sei quantos 14 e tal: puta que os pariu


Interessante este dia. As pessoas compreendem bem a greve dos médicos, mas compreendem, quer dizer, entendem menos, a greve dos maquinistas da CP e da Carris e do Metro do porto (mas estes fazem menos), e já agora dos transportes públicos de Guimarães, e por aí fora. E ainda compreendem menos as greves de operários fabris, esses privilegiados. Incompreensível seria a greve dos nenúfares no riacho ali perto da pontinha. Os elefantes não perdoariam…pois não?

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dia não sei quantos 2: e o silêncio ontem por volta das 22h e tal, com o tagarela da SIC sempre a dizer que na Ucrânia já passava da meia-noite e tal?



Depois da bola, ou antes da costeleta, não sei bem, ainda pensei em abotoar dois ou três pensamentos e ir para longe, e à medida que me enervava ia ficando nervoso, até porque tenho mais em que pensar. Decidi abrir a garrafa de branco, um branco xunga a dar para os lados de Palmela, vinho que ainda outro dia destes vi no regaço de uns feiosos na Ucrânia ou Polónia, por sinal portugueses, e acompanhava um prato típico, segundo os ditos, de salchichas com ovos mexidos, e ao lado batatas cozidas, típico para aí de Cedofeita ou Milhazes, não se sabe. Depois lá veio o inevitável bacalhau, para disfarçar, já se vê. Entretanto, eu era o único gajo, parece-me, que andava fodido por estes dias, e continuo fodido, diga-se, mas agora com mais uma cambada de gajos e gajas, ontem à noite bem fodidos, mas o pior é acordar no dia seguinte, com um saco de realidade ultra fodida às costas. Não é?


sábado, 5 de dezembro de 2009

dia vinte três...

Escurece…já escureceu. Nada de relevante a assinalar, a não ser talvez um telefonema onde me fartei de não ouvir, ou fazer que não ouvia, é muito fácil hoje em dia; vais no carro?, não tens rede?, estou-te a perder…não te ouço, não, estou em casa, sim estou em casa, não percebo como é que alguém poderá controlar alguém com as alegadas novas tecnologias, é a mesma coisa que esperar que o pombo fale. De qualquer forma pode-se sempre ter 2 telemóveis, vários cartões, tirar cursos de ventríloquo ou, na dúvida, trocar de telemóvel quando cheira a esturro, como aqueles senhores de fato e gravata na televisão.
De resto, leituras. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dia quinze: muito mais tarde

Final da tarde e um rumor inopinado acastela-se na soleira da porta. Outro cão ladra. Depois de uma vista de olhos pelos jornais descobre-se uma panóplia de iniciativas, redes e expedientes, nacionais e “internacionais”, sobre emprego e mobilidade e novos horizontes, pensados para nos por a pensar sobre o assunto, à laia de outros que promoviam técnicas de emprego, ou apoio ao emprego, já não me recordo, mas sei que vinham acoplados a outros técnicas de arranjar emprego se se conhecer alguém que tenha alguma capacidade de decisão sobre o emprego em causa. Tenho amigos assim.

Ps: já não me dói o estômago, talvez por estar a deitar abaixo uma vodka daquela garrafa que está ali e me foi oferecida por um desses amigos que conhecem alguém com capacidade de decisão sobre um tal emprego. Eu não preciso disso. Eu tenho capacidade(s)…e talento…escondido.

[já cheira]