Secar os ossos, menos mal. De manhã estivemos a reposicionar
as linhas mas ninguém notou. Caso se deu que, o inimigo, a expensas de muita
rebaldaria, lá se entremeou com os torrões caídos nas bermas da estrada, muita
água, poças, uma noite que se prolongou até não lograr mais nenhuma posição.
Vamos a isso, disse de mim para moi. E fui-me, quase todo, às vezes ainda a
juntar os pedaços, aqui por ali, ali por acolá, já se vê. Não foi tudo. Mas sem
resultados de monta.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
dia não sei quantos eu já faço as contas segunda: subindo ao tablado
Faina, diz que sim, chuva, alguma acidez. Tudo no trato. Ali
ao lado, recordo, um livro, toca a abrir. Feito. Mais faina a dar com os pés.
Na rádio, gravações anunciam a repetição (deixem passar) das horas: sintomático
(gosto desta). Também se aprende a viver, dizem. Coisa menos coisa, o recuo da
luz substitui a rádio. Debalde. Cheio.
sábado, 19 de outubro de 2013
dia não sei quantos eu já faço as contas da nova era: dá-se o caso
Ora bem. Cof…cof, cof [tosse – para quem não está
familiarizado com estas mardas], vamos lá a ver. Chuva, logo pela manhã. Meia
janela à solta de luz. Dois jornais antigos (o ontem e o anteontem agora são
cenas bué antigas, é a socialite do espectáculo – o melhor é lerem o Debord),
um ecrã manhoso com uma maçã desenhada, um livro em cuja capa se podia ler
Bioy, compunham o ramalhete junto ao corpo deitado na cama. Três almofadas ajustavam
o centro de gravidade desse corpo em cujo cérebro de materializavam pensamentos
matreiros sobre tarefas ligadas a cenas de faina, uma verdadeira compilação de
idiotices, para ser mais ou menos exacto. A primeira tentativa para voltar a
adormecer saíra gorada. As outras duas levou-as o ressonar da vizinha. Ora bem,
cof…cof, entretanto ao corpo cansado amantizado com uma cabeça cansada juntaram-se-lhe
uns olhos (ia jurar que não pertenciam a esse corpo) cansados como a porra e
ainda não seriam onze e picos. O passo seguinte terá sido dado já na rua. Mas
não sabemos.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
dia não sei quantos domingo com chuva da nova era: cuidado com a entrevadinha dos canaviais
Para começar não há nada mais relevante do que. Depois isso.
Quase nada terá mudado, ouço da voz atrás de mim, uma voz cuja soturnidade
intercede pelas nossas penas, um desejo absurdo e cesariano de sofrer, pois
toda a gente sabe, mas apenas o Casares o escreveu que : uma grande tristeza dá liberdade. Posto isto, aqui vai o caralho da lista:
- Arranjar tempo para ler como o caralho;
- Não esquecer que a leitura não salva mas amortece;
- Deitar para trás das costas a merda que já não cabe à
frente;
- Não pensar demasiado no ponto anterior;
- Não dar de barato a destruição de células cerebrais;
-Descansar sempre;
- Tratar de encontrar uma outra forma válida de arranjar
graveto que se veja;
- Aguentar na medida
do possível a forma (in)válida actual de arranjar graveto (sendo que este
graveto é microscópico), enquanto a forma válida do ponto anterior não se verifique;
- Levantar a crista e endireitar os costados, caso contrário
nada dos dois pontos anteriores contribuí um pentelho para e tal…
- continuar apensar
nisto
domingo, 6 de outubro de 2013
dia não sei quantos domingo: sand de molho Amandine
Já percebemos a cena dos olhos para o Flaubert, pudera, para
encarar a moça Sand, a moça George Sand, tinha que dar reviravoltas no
marcador, cruzar, proceder com o estrabismo necessário, ou então recorrer à
velha doutrina do saco na cabeça para te
ver melhor. Fiquem então com a moça Sand, com nome de moço, não para ser
aceite no meio literário ou isso, não, mas porque sim [risinhos]. Não é
Amandine?
[o melhor é ler as postas anteriores para se inteirar das receitas]
sábado, 5 de outubro de 2013
dia não sei quantos sábado doze e picos: uma sande, por favor
Estava agora a pensar nisso, a forma, o caralho da maneira
como eu vejo as coisas é fodida, a forma e a maneira como eu cheiro as cenas é
fodida, mas como um dia escreveu o Flaubert à Sand: não posso mudar os olhos. E o nariz, Flaubert, o nariz também não.
[eu já volto com a Sand]
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
dia não sei quantos sexta e tudo [a remediar]: olha ali
É fácil, não se diz que é fácil mas lá está, lá está, o
controlo remoto, longe, o controlo remoto é uma cena longínqua, está perto e
permite a distância, diz que sim, mas vamos lá ver, nem sequer era isto. Recomeço:
é fácil, mas não se sabe, a coisa é sexta, sexta-feira, dia de remediar os
remotos e adiar ainda assim as proximidades, nem sempre resulta, mas… um poderoso
aliado associado a cubos de gelo reconforta a mente corporal (deixem lá passar),
nem que seja. Ora, nas séries americanas e coiso, o balcão do bar é uma planície
luminosa de placentas desvairadas a go go, também se poderá imaginar outra
coisa, mas vai dar ao mesmo. Tem um sinal e tudo.
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