Descobri, não sem algum pasmo, que a minha vetusta mesinha
de cabeceira tem mais livros que algumas bibliotecas particulares, cerca de sete,
para ser quase exacto (com números nunca se sabe), isto sem contar com ramificações
em formato papel que vão desde jornais a bulas de merdas medicamentosas, passando
por caderninhos a caminho da jubilação. Mais a mais (toda) a [nossa] situação sociopoliticaeconomica actual – e antes
que ocorra a musealização dos acontecimentos na vertente Baudrillardiana da
coisa – cujo sound mais o bite nos endrominam os dias, chegando mesmo a endrominar-nos
os aposentos mais recônditos do pensamento e da tripa, recorda-me uma máxima
canina muito conhecida de uns poucos (deixem passar) eleitos, na verdade Moi e
o Tal, que diz mais ou menos assim: de
pívia em pívia ainda haveremos de ter um filho (outra versão refere fazer um filho). Não custa tentar.
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sábado, 2 de novembro de 2013
terça-feira, 11 de setembro de 2012
dia não sei quantos 68 e tal: lost o caralho
Em breve, muito breve, seremos todos, ou quase - de
qualquer modo demasiados -, desempregados, desalojados, desnorteados,
empregados pedintes e bajuladores, ou, como dizia um poeta que ninguém conhece,
pois claro, seremos serenamente líquido desinfectante
de calçadas.
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