segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Ontem fui trabalhar. Silêncio. Hoje vou trabalhar. Silêncio tonitruante. Poema a voar, ninguém sabe muito bem para onde.

sábado, 24 de novembro de 2018

Hoje fui trabalhar. Também se compram sonhos baratos na black friday? Mesmo ao sábado?

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

domingo, 21 de outubro de 2018

é verdade, faltava isto


um dia escreveu assim Yeats: O intelecto do homem é forçado a escolher / A perfeição da vida, ou do trabalho / E se escolhe / a segunda tem de recusar / Uma mansão celeste, enfurecendo-se em segredo. // Quando tudo acabar, o que haverá de novo? / Com sorte ou sem ela a labuta deixou as suas marcas: / Essa velha perplexidade é a bolsa vazia, / Ou a vaidade do dia, o remorso da noite.


Existe uma terceira escolha que nem sempre é possível detectar a olho nu (mesmo de um cão): cagar-se para a perfeição. Ou, no melhor dos caso (ainda estamos no âmbito da terceira - suposta - escolha) nem se aperceber que tem escolha, ou não a ter mesmo, o que vai dar exactamente ao mesmo (deixem passar) sítio. Não se esqueçam, agora estou no Inútil (mas quase sempre em espírito apenas). O Gabriel é que vai dando à asma.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

pois é, pois é, pois é


Agora, não tarda, agora, vou andar pelo inútil.
Como não tenho empresário, não se sabe como tal foi possível.
Não explico nem enterro o machado de guerra...

quarta-feira, 13 de junho de 2018

okzzzzzzzzzzzzz

Ok zzzz. Fico entretido, se é dia de folga, lá fico, entretido, acordo, quero dizer, acordo, vou fazer para acolá exercício - disseram-me que era pelo melhor - volto, como uma sopa, um pão com qualquer coisa dentro, olho em redor, fico atento, ligo a televisão, desligo a televisão, a qualquer hora a televisão é ligada e desligada, não vale a pena viver a olhar para aquilo do Sporting, do Sporting?,  ainda assim tranquilizo-me com meia dúzia de pensamentos cimentados por qualquer ausência de vida na atmosfera terrestre, por perto, quero dizer, vocês sabem, tranquilizo-me na ilusão de melhores cimentos, acreditando que o processo de sedimentação chegará por fim aos nossos olhares, para não dizer corações. Fico sozinho, nem chove nem nada, não estou no alto, nem sequer em baixo, fico apenas só, agora não estou sozinho, apenas só, quando leio umas merdas, e volto a ler, canso-me nisto de viver solidificado na sombra, nem que seja imaginária, e volto a ler, canso-me, preciso de óculos, dizem-me, preciso de um reumatologista também, de um membro novo que saia disparado do nada que outrora se denominou de corpo, boca incluída, uma réstia de hálito verdadeiro que nos recorde a respiração da infância. Hoje, ontem, depois, não sei, a cerveja, cada momento não carrega nenhum insólito deslumbramento (deixem passar). A vida, não sei se percebem isso, traz etiquetas descarregadas em  maneirismos sociais acoplados às sociologias de ponta. Penso nisso enquanto bebo mais uma cerveja. Fumo um cigarro. Ok zzzzz....