sexta-feira, 23 de novembro de 2018
A minha vida é muito interessante
Estive a ver um documentário sobre o Herberto Helder. Depois fui cagar.
domingo, 21 de outubro de 2018
é verdade, faltava isto
um dia escreveu assim Yeats: O intelecto do homem é forçado a escolher / A perfeição da
vida, ou do trabalho / E se escolhe / a segunda tem de recusar / Uma mansão
celeste, enfurecendo-se em segredo. // Quando tudo acabar, o que haverá de novo? / Com sorte ou sem
ela a labuta deixou as suas marcas: / Essa velha perplexidade é a bolsa vazia,
/ Ou a vaidade do dia, o remorso da noite.
Existe uma terceira escolha que nem sempre é possível detectar a olho nu (mesmo de um cão): cagar-se para a perfeição. Ou, no melhor dos caso (ainda estamos no âmbito da terceira - suposta - escolha) nem se aperceber que tem escolha, ou não a ter mesmo, o que vai dar exactamente ao mesmo (deixem passar) sítio. Não se esqueçam, agora estou no Inútil (mas quase sempre em espírito apenas). O Gabriel é que vai dando à asma.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
pois é, pois é, pois é
Agora, não tarda, agora, vou andar pelo inútil.
Como não tenho empresário, não se sabe como tal foi possível.
Não explico nem enterro o machado de guerra...
domingo, 29 de julho de 2018
domingo, 1 de julho de 2018
quarta-feira, 13 de junho de 2018
okzzzzzzzzzzzzz
Ok zzzz. Fico entretido, se é dia de folga, lá fico, entretido, acordo, quero dizer, acordo, vou fazer para acolá exercício - disseram-me que era pelo melhor - volto, como uma sopa, um pão com qualquer coisa dentro, olho em redor, fico atento, ligo a televisão, desligo a televisão, a qualquer hora a televisão é ligada e desligada, não vale a pena viver a olhar para aquilo do Sporting, do Sporting?, ainda assim tranquilizo-me com meia dúzia de pensamentos cimentados por qualquer ausência de vida na atmosfera terrestre, por perto, quero dizer, vocês sabem, tranquilizo-me na ilusão de melhores cimentos, acreditando que o processo de sedimentação chegará por fim aos nossos olhares, para não dizer corações. Fico sozinho, nem chove nem nada, não estou no alto, nem sequer em baixo, fico apenas só, agora não estou sozinho, apenas só, quando leio umas merdas, e volto a ler, canso-me nisto de viver solidificado na sombra, nem que seja imaginária, e volto a ler, canso-me, preciso de óculos, dizem-me, preciso de um reumatologista também, de um membro novo que saia disparado do nada que outrora se denominou de corpo, boca incluída, uma réstia de hálito verdadeiro que nos recorde a respiração da infância. Hoje, ontem, depois, não sei, a cerveja, cada momento não carrega nenhum insólito deslumbramento (deixem passar). A vida, não sei se percebem isso, traz etiquetas descarregadas em maneirismos sociais acoplados às sociologias de ponta. Penso nisso enquanto bebo mais uma cerveja. Fumo um cigarro. Ok zzzzz....
quarta-feira, 9 de maio de 2018
zzZzz...
O futuro não existe, excepto quando acontece.
Assim escreveu um dia, William T. Vollmann, em "Central Europa". O Inútil anda em bolandas com isso. Informo que a frase (vamos chamar-lhe assim) acima resume todo o livro. Na verdade, resume a história da humanidade. Eu acrescentaria: não aprendemos nada. Vou telefonar ao Vollmann. O polvo serve para essas coisas. Com a vossa licença.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Em que mês estamos?
Não é no das alergias?
Bom, não era minha intenção aparecer por aqui sem alergias, até já comecei a dar no Furoato de fluticasona, embora isso não seja totalmente verdade, quer dizer, a ausência total e absoluta de alergias, e eu estar por aqui, quer dizer, vou estando por perto, ainda agora recebi uma alteração da minha frase "estou deveras competitivo enquanto morro", para "estou deveras motivada enquanto morro" (nos comentários, leiam se faz favor), tratando-se aqui não apenas de um desvio semântico, ou mesmo imagético, mas também de uma mudança de género, não se sabendo bem aonde é que a coisa irá parar, se é que vai por aí a baixo e nunca mais dá fé de si, já vivi situações em que a fé de si passava para segundo plano, com uma espécie de membrana a dividir a coisa, tudo com um fundo baço em pano de fundo (deixem passar), dir-se-ia mesmo bruma. Tenho uma vida muito interessante e, às vezes, quando não estou na busca de um sentido para tudo isto, ou mesmo experimentando inúmeros x-actos par um possível suicídio à romana (não confundir com a cantora), fico sentado, apenas sentado, aguardando um livro que encomendei online e nunca mais chega. Quando chegar não sei se estarei cá, não sei, tenho que tomar café, ver aquilo da roda do carro, gastar dinheiro com merdas que não percebo bem se servem para alguma coisa que não seja a de gastar dinheiro nelas, penso muitas vezes nisto, ou nisso, não sei, e acabo sempre por ir beber uma ou mesmo dez cervejas. Não tenho a certeza, mas acho que tenho uma vida muito interessante.
Bom, não era minha intenção aparecer por aqui sem alergias, até já comecei a dar no Furoato de fluticasona, embora isso não seja totalmente verdade, quer dizer, a ausência total e absoluta de alergias, e eu estar por aqui, quer dizer, vou estando por perto, ainda agora recebi uma alteração da minha frase "estou deveras competitivo enquanto morro", para "estou deveras motivada enquanto morro" (nos comentários, leiam se faz favor), tratando-se aqui não apenas de um desvio semântico, ou mesmo imagético, mas também de uma mudança de género, não se sabendo bem aonde é que a coisa irá parar, se é que vai por aí a baixo e nunca mais dá fé de si, já vivi situações em que a fé de si passava para segundo plano, com uma espécie de membrana a dividir a coisa, tudo com um fundo baço em pano de fundo (deixem passar), dir-se-ia mesmo bruma. Tenho uma vida muito interessante e, às vezes, quando não estou na busca de um sentido para tudo isto, ou mesmo experimentando inúmeros x-actos par um possível suicídio à romana (não confundir com a cantora), fico sentado, apenas sentado, aguardando um livro que encomendei online e nunca mais chega. Quando chegar não sei se estarei cá, não sei, tenho que tomar café, ver aquilo da roda do carro, gastar dinheiro com merdas que não percebo bem se servem para alguma coisa que não seja a de gastar dinheiro nelas, penso muitas vezes nisto, ou nisso, não sei, e acabo sempre por ir beber uma ou mesmo dez cervejas. Não tenho a certeza, mas acho que tenho uma vida muito interessante.
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