sexta-feira, 7 de setembro de 2012

dia não sei quantos 64: livro ao pequeno-almoço

Acabou assim a tarde de ontem:
“ – E, agora, meu amigo – disse Utz –, gostaria de ver a minha colecção de anões?”
Começou assim a manhã mal acordada de hoje, saltando para a linha 10:
 “ – É maluca – desculpou-se Utz. – Foi uma soprano famosa”.

[escreveu o Chatwin no Utz]


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

dia não sei quantos 63: Chatwin&companhia


Uma manhã ao calhas, com uma andança e um jornal acoplados, tudo ao sol, e mais café que se faz tarde. Tarde para quê? Ler a sina ao dia, continuar, deitar-se a adivinhar pela tarde fora, escrevinhando na internet, participando activamente nesse imenso rol de coisas importantíssimas, olhando as paredes, fazendo falcatruas com o cérebro. E depois ler qualquer coisa, é o melhor, é o melhor.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

dia não sei quantos 61: normalidade


Esta terça-feira corresponde(u), numa espécie de osmose,  à segunda-feira de ontem que não aconteceu, por motivos alheios ao nosso entendimento. E basta. Cumpriu-se assim o vazio com termo de identidade e residência de uma segunda-feira, cumprido a uma terça-feira, incluindo as diligências que estavam pensadas para o referido dia.  

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

dia não sei quantos 60: a carta


Hoje parece que recebi isto:
Pedimos desculpa, mas por imponderáveis de última hora, o dia de hoje não será uma segunda-feira, mas também não se repetirá o dia domingo, ficando ao critério de cada um fazer aquilo que achar melhor dadas as circunstâncias, bem como o necessário para ultrapassar este (digamos assim) espaço temporal a preceito e sem percalços de maior. Por este incómodo, solicitamos a vossa melhor compreensão. Prometemos ser breves.

Isto pareceu-me uma cena saída de um conto do Pere Calders, mas nem hesitei: fui à praia.
Até segunda…

domingo, 2 de setembro de 2012

dia não sei quantos 59: e é isto

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sábado, 1 de setembro de 2012

dia não sei quantos 58: não sabes inventa


Parcamente sábado com coisas de sexta-feira a considerar, por exemplo, aquelas que ontem eram acopladas a uma tarde mal passada, com reflexos na próxima segunda-feira, dia 3 de Setembro, mais coisa menos coisa. O que muda é talvez este desejo estúpido de nortear a cena como se de um fim-de-semana normal se tratasse, embora neste em particular, até com cenas de sábado à noite a ter em conta, concertos ou isso, mas que muitas vezes acontecem fora do penico, isto é, do sábado, ou do fim-de-semana. Um gajo tenta ser o mais normal possível, ou aparentar, mas nem se apercebe de que os dias estão cada vez mais pequenos, não apenas porque se aproxima, a passo largos, o final do verão, mas porque fundamentalmente esse gajo dorme quase doze horas por dia. Ando sempre atrasado uma hora, ou mais…