Pois é, as sextas à noite, dir-se-iam pouco gandulas,
como a de ontem, culminada numa enxurrada de séries, começando no “Lie to me”
com o Tim Roth à cabeça, uma cena meio policial quase psicológica, atravessada
por leituras corporais tipo profiler anatómico facial, mas com o Tim Roth à
cabeça, passando pela versão americana do "Shameless", uma cena
decadente cool, mais ou menos estereotipada cool, cópia americana cleam cool do
original, mas com um grande William H. Macy. E, finalmente, o "Shameless"
original Inglês, que já vai na 8ª temporada no inferno, ali para os lados da
Radical, a desoras, direitinha para os braços dos jobless e outras carcaças,
sem direito a benevolências ou obséquios, carne crua para roer com sentido de humor
al dente, se possível, e um conjunto de actores do melhor. Manchester é a
cidade, local onde ninguém percebe porque cargas de água se cobra pela água. E
é isto.
sábado, 11 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
dia não sei quantos 36: pormenores lá mais para a frente
Abrir a pestana: escuro. O fascínio vem mais tarde, entretanto, o cérebro decide-se por uma resenha rápida de coisas mais ou menos delineadas nos últimos dias, esboços de projectos, ritmos novos, rumores murmurados, o corpo a bater palmas a mando do cérebro, palavras assim: NOSCE TE IPSUM, VINCE TE IPSUM. Depois casa de banho, ala que não se faz tarde, por estes dias nunca se faz tarde.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
dia não sei quantos 35: parábola e fragmento
Um tipo acorda e já está a ouvir coisas sobre indicadores económicos e
índices galopantes de qualquer coisa, como se isso fizesse parte das nossas
necessidades mais imediatas, já para não falar no invólucro de normalidade onde
nos são apresentadas, avulso ou por grosso, como outra merda qualquer. E eu que
tinha umas listas para organizar, coisas para o dia, coisas mais simbólicas, e
depois uma lista de livros e discos para ouvir, para comprar a coisa terá que
ser revestida e colorida com empurrões e dinâmicas de rotação e translação.
Tipos morreram na fogueira por pensamentos e livros bem mais inócuos,
emociono-me por momentos, é sempre assim com tipos que morreram na fogueira por
lerem ou escreverem merdas, e ainda hoje há tipos a morrerem em fogueiras reais
e alegóricas, tipos e tipas perseguidos por dá cá aquela palha, gente com medo,
ou borrada de medo, gente corajosa de medo, parece mesmo que o Kafka tinha
razão, deixa ver se percebo: “Só existe um destino, nenhum caminho. Aquilo a
que chamamos caminho é hesitação”. Entretanto, fui correr.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
dia não sei quantos 34: a gosto
Ora aí está, o mundo a banhos com a determinação sazonal possível,
belicamente dissecada em análises jornalísticas e arremessos sociológicos
castiços, tudo junto no bote televisivo e numa esplanada perto de si, não
contando com os jogos. Parece que há menos gente, e menos gente ainda nos
restaurantes, e menos gente a comprar coisas que não precisa por aí além,
faz-me logo pensar como é que era possível, sim, como é que era possível, tanta
gente, tantos restaurantes, tascos, devaneios, casas, alugueres, passeios às
longínquas ilhas de sol sem se sair do hotel. E depois o cinema em casa, a
reportagem das vacances: milhares de fotos e vídeos e vídeos de gente a tirar
fotos, como nos casamentos em que ninguém se diverte, e muito menos se divertem os
noivos, estranhos manequins. E depois a praia, como escreve o Vian para as piscinas: “É
preciso que se diga, com pesar/ As mulheres belas nuas não coincidem jamais/
Com as beldades vestidas/ Existem naturalmente excepções/ A minha mulher, para
começar. A sua também/ Se tiver escrito estas linhas/ Mas eu cá não acredito,
mente como eu respiro”. Parece que era sobre
DELIGNY.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
dia não sei quantos 33 e tal: brevemente
Olha segunda-feira: não se vislumbram projectos, e o dia, afilhado de outros, relembra-nos um desejo cesariano absurdo de sofrer, se para tal fosse preciso um desejo, ou um Cesário. E até está sol, coisa de banhos, e até já respondemos a um anúncio qualquer de emprego, e até nos deitamos a ler e amanhã, já se sabe, a modorra. É defeito de fabrico, só pode.
dia não sei quantos 33: assim
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzmarzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzcaminhadazzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
dia não sei quantos 32: Batman
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzufzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Subscrever:
Mensagens (Atom)
