quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia não sei quantos 8: o frio


Julho para estúpidos é o que é. Eu cá não faço por menos. Levanto-me e já estou a pensar em deitar-me, de uma forma ou de outra. Amanhã é o tal dia de projectos. Sexta-feira é sempre dia de projectos, a adiar no fim-de-semana, e a começar na longínqua segunda-feira seguinte. Não sei porquê, mas até sei porquê, um gajo ou gaja que esteja desempregado, ou simplesmente não faça nada por aí além - conheço muitos – ou seja, sei lá, um aristocrata do caralho, tem a mania que há fins-de-semana ou feriados, quando é tudo a mesma merda, os dias até podiam nem ter nomes, ou sei lá, podiam ter aqueles nomes estranhos dos meses do calendário da revolução francesa, tipo “Nivoso” já que parece que estamos no Inverno. Um gajo ou gaja faz isso para parecer que continua a fazer parte da humanidade. Mas da humanidade ocidental ou isso. Está frio: vou mas é para ali escrever um livro. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

dia não sei quantos 7 e tal: noite


A noite parece, mas não é fácil. À noite parece, mas não é fácil…e no sul isso tem que ver com a poesia ou o caralho…

dia não sei quantos 7: e mesmo assim


E mesmo assim os medianeiros políticos lá se vão dissolvendo em pequeníssimas contendas de merda. Mas não me levantei a pensar nisso: já o sabia. Sucede que me encontro a metalizar numa planície burocrática, faço listas irrealizáveis, repito-as mentalmente, enquanto recordo que não cheguei a comprar aquele livro do Umberto Eco sobre as ditas listas, embora já se saiba que o próprio Eco tem um exército de tipos a trabalhar para ele. Deve ter uma listagem. Posto isto, não me adianta nada fazer que vou ali e já venho. E mesmo assim…

terça-feira, 3 de julho de 2012

dia não sei quantos 6 e tal: actuais preços do ouro


Seja empreendedor. E se possível arranje um alto cargo no estado para lhe ser possível dizer: olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço. Depois continue a empreender numa empresa perto de si… 

dia não sei quantos 6: a cultura


Não é irrelevante. Cada manhã a seu tempo. Ler os jornais. Internet. Ler um livro. Ler outro livro. Comer. Olhar lá para fora. Mobilizar. Pensar o quão ridículo é, o Relvas sacar uma licenciatura em três horas na Lusófona, apenas para se legitimar. E trágico. Trágico um gajo saber-se governado ou pastoreado por estes e outros tipos a crédito, sem crédito algum. Fico fodido. Vendam tudo. Mas não contem comigo. Abram mais um inquérito…

segunda-feira, 2 de julho de 2012

dia não sei quantos 5: tu és um cavalo de corrida…


Foi logo a correr. Os classificados estão tão merdosos que metem dó. Os do correio da Manhã são indicados para semear a discórdia entre as famílias (já para não falar do putedo) e os do Expresso são um panfleto sórdido para gurus de não sei o quê…gosto dos do Record e o JN lá do Norte traz tantos empregos como o velho Calinas. Carrego um formulário às costas, enquanto penso naquela cena que deu na SIC, uma merda qualquer sobre a imagem, e o aluguer de roupas para entrevistas de emprego. Só visto. Tirei logo o boné e fui bater num puto que estava por perto, bem mais pequeno do que eu. Às vezes temos que bater em alguém. É sempre a correr…

domingo, 1 de julho de 2012

dia não sei quanto 4 e tal: o gajo


Não esquecer: ler o Eric Frattini e tal. Por causa daquilo.
Não esquecer o audaces fortuna juvat, por causa de uma cena de ontem…isto não é fácil…tantas coisas.

dia não sei quantos 4: vai buscar


Ao domingo é mais fácil. Não acordar cedo e cedo não erguer, preocupações a espaços siderais. Mas não é bem assim, coisas que germinam vá-se lá saber porquê, e baseadas em quê acabam por contaminar cada um destes momentos de infortúnio e alguma tristeza. Depois a indisposição matinal faz o resto. Vai buscar cão...