domingo, 6 de dezembro de 2009
dia vinte e quatro: 25% de um sonho
Hoje tive um sonho em que encontro um amigo meu num bar, um amigo que já não via há muito tempo, estávamos sentados lado a lado e eu não o reconheci logo. Depois bebermos e conversamos. Mais tarde, chegado ao (mesmo?) bar, por caminhos insondáveis que só me fazem evocar o Metropólis do Fritz Lang, e cenas do Giger, esperava-me um sujeito também ele conhecido, acho eu, que de repente se me dirige e diz “estava mesmo à tua espera, vamos lá mudar o tubo”. Esta cena tem mesmo cenário concreto na minha vida irreal, e eu respondi, meio surpreso, que por dez euros ainda podia ser, já a contar com o material, mas ele avançou 25 euros, ou nada feito, e estava-se mesmo a ver que não esperava uma nega, mas eu lá disse que 25 euros, dada a conjuntura actual seria muita massa, mas “amigos na mesma”, e o gajo já de costas, de costas, disse “amigos o caralho”. Nesta altura o cenário era indescritível.
sábado, 5 de dezembro de 2009
dia vinte três...
Escurece…já escureceu. Nada de relevante a assinalar, a não ser talvez um telefonema onde me fartei de não ouvir, ou fazer que não ouvia, é muito fácil hoje em dia; vais no carro?, não tens rede?, estou-te a perder…não te ouço, não, estou em casa, sim estou em casa, não percebo como é que alguém poderá controlar alguém com as alegadas novas tecnologias, é a mesma coisa que esperar que o pombo fale. De qualquer forma pode-se sempre ter 2 telemóveis, vários cartões, tirar cursos de ventríloquo ou, na dúvida, trocar de telemóvel quando cheira a esturro, como aqueles senhores de fato e gravata na televisão.
De resto, leituras.
De resto, leituras.
dia vinte e três
Acordar: 9h45m;
Levantar (ir buscar pão): 10h15m;
Se não fosse um desses sábados tresmalhados este teria sido record pessoal nacional do ano.
[ps: ainda chuva; Tchaikovsky avulso na rádio]
Levantar (ir buscar pão): 10h15m;
Se não fosse um desses sábados tresmalhados este teria sido record pessoal nacional do ano.
[ps: ainda chuva; Tchaikovsky avulso na rádio]
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
dia vinte e dois...
“It’s the butterfly man, you now. He comes round here quite often”, havia lido. Essas futuras ruínas: frases proferidas no alpendre de um hospício, onde alguém jornadeava, segundo creio, para o esquecimento e a aniquilação da memória, a passos rápidos, e eu entrelaçando o livro de Sebald com outros livros e as minhas próprias recordações, quando ao observar um dos bonecos de peluche com quem partilho a biblioteca, decidi-me por sair, a ares, desculpando-me, logo aí, pelo adiar de uma lida académica, e de uma outra entretanto esquecida…
dia vinte e dois: everyday is like friday
Acordar, levantar: já está. Às vezes fico com a sensação, principalmente às sextas, mas não só, de que todos os dias são sextas-feiras, onde após um breve período de descanso, qualquer coisa irá acontecer lá para …segunda e assim sucessivamente, nada que o Morrisey não tivesse já pensado, com chuva e tudo, mas no que toca a domingos: everyday is like sunday…
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
dia vinte e um
Até agora, mesmo depois duma revoada de pensamentos enquanto caminhava, nada assoma de autêntico e compreensível. É certo que a emoção palpitou a espaços, nada aclarada mas sujeita à angústia da música que corria nos auscultadores, com reminiscências a vigiar cada pedaço de terreno calcorreado, e livros, e árvores a assaltar cada um desses momentos, culminando numa poça, num charco de ausências, onde já não se materializa nenhuma estória, nem ao adormecer.
[ps:algum trabalho em part-time, Camilo Castelo Branco e algum whisky – a decorrer]
[ps:algum trabalho em part-time, Camilo Castelo Branco e algum whisky – a decorrer]
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
dia vinte: uma lista full
Cito de cor a lista de trabalhos e serviços prestados nos últimos anos em part e full time:
Explicador; balconista; centro comercial: diversos; investigador; executante de trabalhos académicos para outrem; distribuidor de publicidade; estudante pós graduado; barman; vendedor; dinamizador de eventos; técnico inferior e superior; letrista sem banda; empreendedor de ideias. Registe-se, apenas para que conste, que vários trabalhos me foram recusados, ou ignominiosamente não correspondidos, por razões totalmente alheias à minha pessoa; decisões baseada, segundo creio, em preconceitos, em mal entendidos, ideias preconcebidas e a mais pura ignorância. Ainda recentemente desejei, de forma inflamada, ser distribuidor de gás ao domicílio. Mal interpretado, ainda concedi, ressalvando a necessidade de um trabalho, primeiro, e depois de algo físico, algo sem vertente aplanada intelectualmente. E em full time.
[ps: algumas leituras - os técnicos Ascher/Choay e Sebald]
Explicador; balconista; centro comercial: diversos; investigador; executante de trabalhos académicos para outrem; distribuidor de publicidade; estudante pós graduado; barman; vendedor; dinamizador de eventos; técnico inferior e superior; letrista sem banda; empreendedor de ideias. Registe-se, apenas para que conste, que vários trabalhos me foram recusados, ou ignominiosamente não correspondidos, por razões totalmente alheias à minha pessoa; decisões baseada, segundo creio, em preconceitos, em mal entendidos, ideias preconcebidas e a mais pura ignorância. Ainda recentemente desejei, de forma inflamada, ser distribuidor de gás ao domicílio. Mal interpretado, ainda concedi, ressalvando a necessidade de um trabalho, primeiro, e depois de algo físico, algo sem vertente aplanada intelectualmente. E em full time.
[ps: algumas leituras - os técnicos Ascher/Choay e Sebald]
dia vinte
Ontem dia dezanove: foi daqueles que nos remetem para a integridade de um empregado em part-time. Hoje acordei desempregado em part-time.
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