Mostrar mensagens com a etiqueta sábado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sábado. Mostrar todas as mensagens

sábado, 22 de fevereiro de 2014

dia não sei quantos muitos ao sábado: a energia inabitável

Sai de cena Wittgentein. Alguém se esquece de um "S". A cortina não esconde aquilo que vai revelar proximamente. Numa página qualquer alguns caracteres anunciam que certos jovens acabam por morrer na época da escola porque a alma os abandona. Alguém escreve na margem dessa página qualquer que nunca saiu da escola e anda por aí com a alma às costas e por isso e tal. Alguém (outra vez?) se esquece de uma vírgula. Entretanto é sábado e faz de conta que está sol. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

dia não sei quantos três mil e outros tantos sábado: ainda sou daqui

Um dia Carlos Díaz Dufoo (fillho), estando por Paris sem sair do México,  escreveu assim: no seu trágico desespero arrancava brutalmente os cabelos da sua peruca (obrigado, Vilamatinhas). [zzzZZZZZzzz]

sábado, 21 de dezembro de 2013

dia não sei quantos sábado ao calhas: temperança

Onze e trinta e um. Segundo os meus cálculos, apuradíssimos, está tudo fodido, não tarda. Lá fora a ausência de moi por momentos não é notada; pudera, a aproximação em forma de arbusto desmonta qualquer ardil. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Dia não sei quantos sábado catorze: catorze é importante

Tomei a iniciativa. Saia uma iniciativa fresquinha, ponha gelo, deite, não tenha medo. Tome então a iniciativa. Está tomada? Ok, vamos a isto. Entretanto, definem-se os objectivos, determinam-se metas, minam-se trajectos e copos. Nada de novo? Quase tudo. As coisas vão indo (deixem passar por favor) com a vento em popa (embora as questões náuticas estejem arredadas há muito do nosso ADN), ao mesmo tempo que nos perdemos em raciocínios contaminados por merdas encaixadas em parênteses curvos. Onde é que eu ia mesmo? Ah, a cena do catorze. Acho.

sábado, 7 de dezembro de 2013

dia não sei quantos finalmente é sábado: as coisas são assim

A modos que fui. Continuei. Ao longe não se via um caralho. Ao perto era grupo. Faróis de nevoeiradas nem vê-los. Havia música e dois livros por perto. A páginas tantas, o caminho bifurcava e depois lá vinha mais uma rotunda, pejada de agentes não se bem de quê, mas equipados com sirenes às costas. Debalde. Um atalho não deu nem para esquecer a estrada principal, mesmo inclinada. Para subir já me chega a ladeiiiiiiiiiiiira! – Gritei então. 

sábado, 16 de novembro de 2013

dia não sei quantos diga lá outra vez: preâmbulo à loucura ténue

Nem sempre. Entretanto, as vozes continuam a dar de si, baixinho. Outras (vozes ou isso) desmancham-se em murmúrios cujo raio de acção não ultrapassa o microespaço de um corpo. Sim, falo sozinho. Leio sozinho. Hesse fala-nos dos engenhosos jogos da fantasia, a vibrante música da linguagem, leio então em voz alta vibrante música da linguagem, não sei se conseguem ouvir?, mas sempre podem lê-lo em voz alta, reconhecer na [vossa] voz os engenhosos jogos da fantasia, a vibrante música da linguagem. Depois, algures, fico a saber através de Baudrillard que a miséria dos outros e as catástrofes humanitárias tornaram-se no último espaço de aventura, essa aventura que nos traga num vórtice silencioso, vou então para longe (sem sair daqui), para bem longe, aquele longe a que talvez se referia Xavier de Maistre no seu Voyage autour de ma chambre. O Vilamatinhas parece concordar. Olha, Voyage Voyage

sábado, 9 de novembro de 2013

dia não sei quantos vê lá isso sábado: uma verdade patibular

Comecei o dia a ler uma cena do Vilamatinhas sobre os (diz ele) intermináveis diálogos de O Falcão de Malta de John Huston, um dos quais Vilamatinhas salienta como personificador do doutor Finnegans (Joel Cairo) e monsieur Hire (Sam Spade), uma cena assim:

Joel Cairo: tens sempre um explicação para tudo.
Sam Spade: E o que é que tu queres que eu faça? Que aprenda a gaguejar?


Fiquei uns minutos ainda a pensar na coisa, baldei-me para a dialéctica literária em causa – desculpa-me lá Vilamatinhas mas continuas a escrever sempre o mesmo livro só que cada vez melhor – e concentrei-me ginasticamente na frase, na resposta de Sam Spade: E o que é que tu queres que eu faça? Que aprenda a gaguejar?, ainda estarei, confesso, fechado num limbo fodido com essa frase escrita nas paredes desse mesmo limbo fodido, uma cena da bradar e que apenas o Montaigne poderia eventualmente perceber. O dia seguiu o seu curso, as paredes foram naturalmente encolhendo e delas saíram umas cenas em forma de facas, mas facas pouco afiadas, facas de lâmina romba, o que, como toda a gente sabe, pode ser bem pior. Não me recordo de ter visto o Falcão de Malta e cheira-me que hoje há jogatana, mas posso estar enganado. 

sábado, 2 de novembro de 2013

dia não sei quantos eu sei lá, sei lá: não custa tentar


Descobri, não sem algum pasmo, que a minha vetusta mesinha de cabeceira tem mais livros que algumas bibliotecas particulares, cerca de sete, para ser quase exacto (com números nunca se sabe), isto sem contar com ramificações em formato papel que vão desde jornais a bulas de merdas medicamentosas, passando por caderninhos a caminho da jubilação. Mais a mais (toda) a [nossa] situação sociopoliticaeconomica actual – e antes que ocorra a musealização dos acontecimentos na vertente Baudrillardiana da coisa – cujo sound mais o bite nos endrominam os dias, chegando mesmo a endrominar-nos os aposentos mais recônditos do pensamento e da tripa, recorda-me uma máxima canina muito conhecida de uns poucos (deixem passar) eleitos, na verdade Moi e o Tal, que diz mais ou menos assim: de pívia em pívia ainda haveremos de ter um filho (outra versão refere fazer um filho). Não custa tentar.  

sábado, 26 de outubro de 2013

dia não sei quantos já faço as contas sábado: a realidade confortável da

...
depois o mar, um hambúrguer (ia escrever) ranhoso, sol, na verdade, um bastião de luz a dar com a caminhada; uma escadaria, uns exercícios de matemática, ainda o mar à frente, um pouco de Vila-Matas: a questão da narratividade Hire ou um discurso potencialmente Finnegans. E é tudo. Até aparecer o Fatodetreininhos conjugado com um travão.

sábado, 19 de outubro de 2013

dia não sei quantos eu já faço as contas da nova era: dá-se o caso

Ora bem. Cof…cof, cof [tosse – para quem não está familiarizado com estas mardas], vamos lá a ver. Chuva, logo pela manhã. Meia janela à solta de luz. Dois jornais antigos (o ontem e o anteontem agora são cenas bué antigas, é a socialite do espectáculo – o melhor é lerem o Debord), um ecrã manhoso com uma maçã desenhada, um livro em cuja capa se podia ler Bioy, compunham o ramalhete junto ao corpo deitado na cama. Três almofadas ajustavam o centro de gravidade desse corpo em cujo cérebro de materializavam pensamentos matreiros sobre tarefas ligadas a cenas de faina, uma verdadeira compilação de idiotices, para ser mais ou menos exacto. A primeira tentativa para voltar a adormecer saíra gorada. As outras duas levou-as o ressonar da vizinha. Ora bem, cof…cof, entretanto ao corpo cansado amantizado com uma cabeça cansada juntaram-se-lhe uns olhos (ia jurar que não pertenciam a esse corpo) cansados como a porra e ainda não seriam onze e picos. O passo seguinte terá sido dado já na rua. Mas não sabemos. 

sábado, 5 de outubro de 2013

dia não sei quantos sábado doze e picos: uma sande, por favor

Estava agora a pensar nisso, a forma, o caralho da maneira como eu vejo as coisas é fodida, a forma e a maneira como eu cheiro as cenas é fodida, mas como um dia escreveu o Flaubert à Sand: não posso mudar os olhos. E o nariz, Flaubert, o nariz também não.

[eu já volto com a Sand] 

sábado, 17 de agosto de 2013

dia não sei quantos 408: centralismo democrático

A camisola é minha, eu é que sei. Entretanto fui-me a uma passeata ao sol ruminando a laustíbia cervejeira ó espirituosa do noite anterior. Não se revelou de todo fácil já não sei bem o quê, e a partir daí foi um sábado a fazer jus ao tédio uniformizado de, pelo menos, uns cento e vinte sábado anteriores. Isto tem que mudar, pensei, enquanto morfava um magnum amêndoas, ou isso. Agora vou mas é tratar do polvo.

sábado, 10 de agosto de 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

dia não sei quantos 394: ei

ó manganão, para que lado é que fica o mar?...

(e este brum bruum, curiosamente, já era diferente, quer dizer, deixem passar)

sábado, 27 de julho de 2013

dia não sei quantos 387: aspirações


Onde se lê cineasta poderá eventualmente ler-se:
calceteiro; escritor; fundista; carteirista; topógrafo; alienista; vendedor; pastor; aguadeiro; filósofo; autodidacta; mercador; bibliotecário, etc... (tudo menos político)


sábado, 20 de julho de 2013

dia não sei quantos 380: sobre a posição

Entretanto perdi a grelha da análise qualitativa, alguma vez a tive?, não se sabe, existem merdas que medram e crescem sem adubos e grandes regadelas, há por aí jardins em miniatura com demandas intelectuais do arco-da-velha, aquelas cenas bonsai que podem até extrapolar os campos (meramente) vegetais [risinhos]. Bom sai e vai mas é fazer-te à vida, mas é sábado, não?, não faz mal, ao sábado agora também se verga muita mola, não há cá frescuras ou ramadões, qualquer dia é bom dia para adiar merdas ou ir para o caralho. Por isso… 

sábado, 13 de julho de 2013

dia não sei quantos 373: frinchas

Virei-me para o outro lado ao som da palavra fresco. Nada de bruum, um pé no chão e depois outro, a dor acomodada ao momento, mais pé menos pé até à casa de banho. Isto vai. Chá verde, torradas com manteiga e compotas caseiras, isto é, feitas em casa (deixem passar). Vamos a uma cafezada entreter os membros inferiores, e o joelho, tu queres ver, e o tornozelo, tu queres ver que, olha o caralho do telemóvel, biscate técnico?, anda e logo se vê, sabes alguma cena do bruma?, já vai com letra pequena, diz que está em Londres, o cabrão. E afinal estava fresco, o mesmo fresco cujo som me havia proporcionado uma reviravolta nos lençóis. Merdas intersticiais a que alguns, erradamente, chamam de coincidências.    

sábado, 6 de julho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

dia não sei quantos 359: aspectos relacionados com o quotidiano

Olha ali, o sol a dar-se a ares. Bota persiana. Acordar. Arrumar a canto, Chá verde Earl Grey, torradas e biscoitos da Meda, cujos ingredientes sublimam cada degustação, azeite, ovos, leite, farinha e fermento. Pausa. Leitura desgarrada e emissão de gases para a atmosfera. Envio da cena para participar na tal cena (pagam? não, pagas tu, ah, bom). PDF, claro. Leitura. Sopa de legumes, não tarda. Depois procurar o mar. [tentar embarcar no Pequod.]

sábado, 22 de junho de 2013

dia não sei quantos 352: utilização de novos ambientes

Nem por isso. Algum ZZ e zz, algum bruum mas pouco, leitura, biscate técnico à foge que te apanho. Futsal. Passeata.  E até que enfim  fai un sol de carallo.