Mostrar mensagens com a etiqueta projectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta projectos. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
dia não sei quantos 112: o caminho para o curto-circuito
Estava a meditar que comecei a fazer
projectos, ou a ter projecto, quando, por volta dos três
anos já roubava bolachas de forma planeada, pouco depois terei começado a achar
piada aos signos do alfabeto, a juntar letrinhas, a perceber e a escrever
palavras, que cena marada, e seguidamente, acho, tive o projecto de assaltar a
garrafa de vinho do porto fora do âmbito da salada de fruta ensanguentada. Mais
tarde tive o projecto de não ter projectos, e depois tive o projecto clorofila, um projecto niilista
que se negava a si próprio, entre outros, e fui percebendo que fazer projectos ou ter projecto não quer dizer absolutamente nada, como não fazer
projectos ou não ter projecto não quer, igualmente, dizer absolutamente nada, mas
lá que fica bem. O sentido, se é que ainda há algum, da palavra projecto muda
mas rapidamente do que o coração de um mortal (tomando de empréstimo o poema de
Baudelaire – a cena sobre Paris), resultando num conceito multidiscursivo, ou isso, muito utilizado como bálsamo
desinfectante, ou paliativo amoniacal de discursos de tipos e tipas com
encefalograma plano (esta cena do encefalograma plano é do Bolaño, não?), ou
isso. Outras palavrasconceito
sofreram da mesma moléstia: património, cultura, ambiente e democracia, penso
logo de cabeça na República Democrática Popular da Coreia (do Norte). Agora vou ali ver da marmelada.
Até já.
[Duchamp]
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
dia não sei quantos 99: subjectividade individual
Dia de adiamento de projectos, como se o fim-de-semana que se aproxima
fosse um fim-de-semana que se aproxima, quando nem sequer existiu uma semana,
quer dizer, existiu uma semana, convencionalmente terá existido uma semana,
segunda, terça, quarta, quinta e sexta, até ver, e terá sido assim mesmo, com
duas ou três marcações, uma entrevista, tudo vivido intensamente e devidamente
memorizado na agenda cerebral, não é necessária outra. Depois as notícias, parangonas
de um filme que vivemos por conta de outrem, assim nos notificam, e por conta
de outrem vivemos as mágoas como se fossem nossas, seria uma pergunta seguinte,
se houvesse fôlego e determinação, quer dizer, as nossas mágoas em segunda mão,
outra questão, mas as mágoas, as dores, também são nossas, individualmente
nossas, quereria dizer, mas o direito de propriedade ideologicamente falando
não se harmoniza com dores espirituais, ou dores físicas, ou mesmo dores
provocadas por falta de ração, ou isso. É só isso.
[também li qualquer coisa, fui correr, tratei de assuntos]
Subscrever:
Mensagens (Atom)
